quinta-feira, 16 de maio de 2013

ESQUADRIAS PARA EDIFICAÇÕES

imageUniversidade Federal do Paraná Disciplina: Construção Civil II
Departamento de Construção Civil
Prof. Dr. Leonardo F. R. Miranda 1

Construção Civil II
ESQUADRIAS
PARA EDIFICAÇÕES

Arquivo: apresentações em PDF

Download: http://www.dcc.ufpr.br/wiki/images/8/81/TC025_Esquadrias_parte_2.pdf

Diferenças entre os vários tipos de esquadrias

04/06/2010 - 13h41

Quais são as diferenças entre os vários tipos de esquadrias?O edifício Louveira, de Vilanova Artigas, localizado na praça Villaboim, em São Paulo, possui janelas do tipo ideal, comum nas décadas de 50 e 60, com abertura de 100% do vão

  • O edifício Louveira, de Vilanova Artigas, localizado na praça Villaboim, em São Paulo, possui janelas do tipo ideal, comum nas décadas de 50 e 60, com abertura de 100% do vão

Esquadria é o nome que se dá, em um projeto ou obra, às janelas, portas, portões, venezianas e demais aberturas dessa natureza. Esse é um dos itens mais importantes de uma obra, e muitas vezes figura entre os mais custosos, geralmente variando de 9 a 18% do total de uma construção de alto padrão.

Existe uma infinidade de tipos de esquadrias para sua obra. É um passo muito importante escolher corretamente, não apenas por questões estéticas, mas também por desempenho. Podemos pensar nas esquadrias divididas em dois grandes grupos – as esquadrias prontas, que são adquiridas em lojas de varejo, em medidas padrão pré-determinadas, e as esquadrias feitas sob medida para a obra, realizadas sob encomenda, conforme o projeto. As esquadrias de quase todas as espécies e materiais existem dentro dessas duas grandes subdivisões – as prontas e as feitas sob medida.

E quais os tipos de esquadrias que existem?

São muitos os tipos de esquadrias, e eles variam não somente em relação ao material, mas a natureza da abertura. Vamos vislumbrar as mais comuns, para que seja possível entender quais as principais diferenças entre elas:

De abrir: é o clássico exemplo de portas e janelas de abrir. Uma folha ou mais se abre, girando sobre dobradiças ou pivô (no caso das portas pivotantes, por exemplo) para fora ou para dentro do ambiente.

De correr: muito comuns, são as janelas e portas que correm lateralmente a partir de um trilho no chão ou no teto (apoiadas ou penduradas). Existem muitos tipos de trilhos diferentes, apropriados para tamanhos diversos, e a boa escolha do trilho é essencial para o funcionamento adequado destas esquadrias. A desvantagem do caixilho de correr é que geralmente metade do vão (espaço aberto para o exterior ou outro ambiente) acaba sempre fechado pelo recolhimento das folhas. É possível, no entanto, realizar a janela ou porta de correr de tal forma que as folhas fiquem acumuladas atrás de uma parede ou painel, graças a um prolongamento do trilho, em especial nas esquadrias feitas sob medida.

Basculante: a janela basculante (também existem os portões basculantes de garagem, muito comuns) é aquela que abre graças a pivôs localizado em suas laterais. Quando a báscula abre, parte da janela se projeta para fora e parte para dentro do ambiente. As clássicas janelas que se fecham quando se solta uma corrente presa a parede (geralmente usada em lugares altos) é um bom exemplo de janela basculante com pivô excêntrico (que não fica bem no meio da janela). Os famosos vitrôs, que são abertos por meio de alavanca, também são da família das esquadrias basculantes. O uso de cortinas fica prejudicado por esse tipo de esquadria, pois parte dela se projeta para dentro do ambiente, batendo no tecido.

Maxim-Ar: muito comum nos modelos de alumínio, é a janela que se abre de forma similar à basculante, mas toda sua folha se projeta para fora do ambiente, podendo chegar a uma abertura de quase 90 graus. Ela pode parar em qualquer ponto de sua abertura, graças ao uso de uma corrediça especial de mesmo nome em suas laterais, ao invés do pivô da janela basculante.

Guilhotina: a janela guilhotina é a conhecida janela de fazenda – uma folha em cima e uma embaixo, com venezianas de abrir. Você pode escolher se deixa a parte superior ou inferior aberta. Quando coloca as duas folhas para cima, elas ficam presas por meio de borboletinhas metálicas nas laterais. O inconveniente dessa janela é que quase todo mundo conhece alguém que já deixou a janela cair no dedo e perdeu uma unha!

Camarão: são aquelas em que as folhas vão correndo e dobrando ao mesmo tempo, recolhendo-se e deixando quase 100% do vão aberto. Às vezes são conhecidas como sanfonadas. Os trilhos permitem que as folhas corram horizontalmente e que se recolham para frente e para trás como em um leque. O inconveniente dessa solução é que estes trilhos geralmente não são tão eficientes como os outros modelos e as esquadrias tendem a emperrar com mais facilidade. A operação do manuseio desse tipo de esquadria também é um pouco menos intuitivo para o usuário.

Ideal: a janela ideal é um tipo de janela muito interessante, utilizado no Brasil nos anos 50 e 60, mas que caiu em desuso nas últimas décadas. Trata-se do uso de duas folhas de janela que se fecham como a janela guilhotina, mas no mesmo plano. Quando se abre uma para cima ou outra para baixo, um sistema de contrapesos embutidos dentro da janela faz com que a outra folha também se recolha, obtendo aí 100% de abertura do vão. O famoso edifício Louveira, de Vilanova Artigas, em São Paulo, é um bom exemplo do uso desse tipo de janela.

Ainda existem alguns outros tipos de aberturas de janelas, como janela de tombar (espécie de maxim-ar invertido, persianas de enrolar, vidros fixos e mesmo combinações entre eles, como o que o mercado brasileiro chama de “janela alemã”, uma espécie de janela que pode abrir ou tombar.

As esquadrias podem, alem das variações de funcionamento, ter aspectos e qualidade totalmente diferentes em função do material. Grosso modo, as esquadrias podem ser em:

Alumínio: além de possuir vários acabamentos e ser de um material extremamente durável, a esquadria de alumínio é geralmente muito precisa e estanque (com exceções das janelas padrão mal feitas que se vendem em diversos centros de construção no país). O alumínio oferece muitas opções de acabamento e não enferruja, sendo adequado para construções à beira-mar, por exemplo. As janelas termoacústicas, muito utilizadas fora do Brasil, mas cada vez mais consumidas internamente por conta do barulho das grandes cidades, são geralmente de alumínio, utilizando um perfil mais parrudo e complexo, assim como vidros duplos ou triplos.

Madeira: as janelas neste material podem ser realizadas em quase todos os tipos de abertura, e confeccionadas em diferentes tipos de madeira, com preços que variam conforme a região do Brasil. Itaúba, grápia, freijó e jatobá são algumas das madeiras que podem ser utilizadas nas janelas. Como as madeiras são muito diferentes entre si, por se tratar de um material natural, converse com um especialista se optar por realizar peças sob medida para obter o melhor resultado possível.

PVC: no mercado brasileiro há menos tempo, as esquadrias de PVC vem ganhando muito espaço. São duráveis, bonitas e fáceis de limpar, contando com precisão similar as de alumínio.

Ferro: o uso de ferro nas esquadrias é tradicional no país, mas infelizmente a qualidade de sua mão de obra decaiu muito nas últimas décadas. É possível realizar esquadrias das mais variadas naturezas e dimensões com o ferro, mas é realmente necessário encontrar um bom profissional. A grande vantagem do material é o custo baixo em relação aos demais, mas a manutenção do aço é mais trabalhosa e constante por conta da oxidação e da pouca precisão de seus componentes.

Vidro: são os sistemas apenas em vidro, geralmente temperados, com pequeninos perfis cantoneira de alumínio em suas laterais. Também são conhecidos como “sistema blindex”, “vitrine de loja” e variações. O interessante desses sistemas é a transparência obtida, como um pano de vidro inteiriço quando fechado. O aspecto ruim é que não é possível realizar todos os tipos de aberturas comentados com esse sistema.

Existem ainda janelas de outros materiais e até de concreto, mas são variações inusitadas dos temas descritos acima, que correspondem à grande maioria das opções. O importante é imaginar que, quando estamos colocando aberturas em uma construção, elas possuem forte impacto nas fachadas e aparência final da casa. Pense em que aberturas estão sendo propostas em seu projeto, fuja da solução menos pensada (ela provavelmente deixará entrar muito frio em sua casa e pouca iluminação) e tenha uma casa bonita e confortável.

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Rodrigo Marcondes Ferraz

Fernando Forte e Rodrigo Marcondes Ferraz são arquitetos formados pela FAU-USP e sócios do escritório Forte Gimenes Marcondes Ferraz (www.fgmf.com.br).

terça-feira, 14 de maio de 2013

A versatilidade do cimento brasileiro

Fonte: http://www.abcp.org.br/conteudo/basico-sobre-cimento/tipos/a-versatilidade-do-cimento-brasileiro

imageO mercado nacional dispõe de 8 opções, que atendem com igual desempenho aos mais variados tipos de obras. O cimento Portland comum (CP I) é referência, por suas características e propriedades, aos 11 tipos básicos de cimento Portland disponíveis no mercado brasileiro. São eles:

1. Cimento Portland Comum (CP I)
a. CP I – Cimento Portland Comum
b. CP I-S – Cimento Portland Comum com Adição

2. Cimento Portland Composto (CP II)

a. CP II-E – Cimento Portland Composto com Escória
b. CP II-Z – Cimento Portland Composto com Pozolana
c. CP II-F – Cimento Portland Composto com Fíler

3. Cimento Portland de Alto-Forno (CP III)
4. Cimento Portland Pozolânico (CP IV)
5. Cimento Portland de Alta Resistência Inicial (CP V-ARI)
6. Cimento Portland Resistente a Sulfatos (RS)
7. Cimento Portland de Baixo Calor de Hidratação (BC)
8. Cimento Portland Branco (CPB)

Esses tipos se diferenciam de acordo com a proporção de clínquer e sulfatos de cálcio, material carbonático e de adições, tais como escórias, pozolanas e calcário, acrescentadas no processo de moagem. Podem diferir também em função de propriedades intrínsecas, como alta resistência inicial, a cor branca etc. O próprio Cimento Portland Comum (CP I) pode conter adição (CP I-S), neste caso, de 1% a 5% de material pozolânico, escória ou fíler calcário e o restante de clínquer. O Cimento Portland Composto (CP II- E, CP II-Z e CP II-F) tem adições de escória, pozolana e filer, respectivamente, mas em proporções um pouco maiores que no CP I-S. Já o Cimento Portland de Alto-Forno (CP III) e o Cimento Portland Pozolânico (CP IV) contam com proporções maiores de adições: escória, de 35% a 70% (CP III), e pozolana de 15% a 50% (CP IV).

 

Aplicações dos tipos de cimento

  • Cimento Portland Comum CP I e CP I-S (NBR 5732)
  • Cimento Portland CP II (NBR 11578)
  • Cimento Portland de Alto Forno CP III (com escória - NBR 5735)
  • Cimento Portland CP IV (com pozolana - NBR 5736)
  • Cimento Portland CP V ARI - (Alta Resistência Inicial - NBR 5733)
  • Cimento Portland CP (RS) - (Resistente a sulfatos - NBR 5737)
  • Cimento Portland de Baixo Calor de Hidratação (BC) - (NBR 13116)
  • Cimento Portland Branco (CPB) - (NBR 12989)

A UTILIZAÇÃO DE PLÁSTICOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Fonte: http://www.abenge.org.br/CobengeAnteriores/2012/artigos/104468.pdf

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Artigo científico

Ana Carolina A. C. de Lima – anababycarolina@hotmail.com

Universidade Federal do Pará, Faculdade de Engenharia Sanitária e Ambiental

Travessa Rui Barbosa, 770

66053-260 – Belém – Pará

Gabrielle S. da Rocha – gabrielle.soutorocha@hotmail.com

Rua Padre Romeu, 24

67.200-000 – Marituba – Pará

Noemy Yuri H. Konagano – noemy_hk@hotmail.com

Rua da providência, 59A, Coqueiro, Conjunto Cidade Nova I

67015260 – Ananindeua – Pará

 

Download: http://www.abenge.org.br/CobengeAnteriores/2012/artigos/104468.pdf

 

domingo, 12 de maio de 2013

Engenharia de Mobilidade

http://www.engenhariae.com.br/guia-de-engenharia/engenharia-de-mobilidade/

engenharia de mobilidade brasil

À engenharia de mobilidade compete a construção e a manutenção de redes rodoferroviárias, além de portos e aeroportos, projeto de veículos, logística de transferência de produtos.

O profissional constrói, monitora e faz a manutenção da infraestrutura ferroviária, portuária e aeroportuária. Nas cidades, cuida da sinalização viária, da gestão e do planejamento do transporte urbano, visando à melhor fluidez do tráfego. Pode trabalhar em empresas de construção civil especializadas em obras e transporte.

Também projeta e constrói veículos automotores, como carros, navios e aeronaves. Nesse caso, trabalha em montadoras, fábricas de autopeças e estaleiros.

Graduação: 

Os dois primeiros anos são básicos em engenharia. No terceiro ano, o aluno escolhe entre tecnologia veicular ou tecnologia de transporte. A partir daí, as disciplinas são específicas de cada ênfase.

O currículo deve abranger as seguintes disciplinas: Elementos de máquinas, Sistemas motrizes mecânicos e elétricos, Projeto veicular, Sistemas digitais e de comunicação, Mecânica dos solos, Hidrologia e drenagem, Análise estrutural, Geoprocessamento, Engenharia de tráfego, Custos, Planejamento urbano e regional, Sistemas de controle de tráfego, Planejamento de infraestrutura viária, Sistemas de transporte público, Operação e controle de sistemas de transportes de cargas, Engenharia de manutenção, Gestão da qualidade, Logística, Mecânica de locomotivas e de vagões e Telecomunicações.

engenharia de mobilidade

Possíveis especializações:

A especialização do engenheiro de mobilidade dependerá do caminho escolhido durante a graduação, podendo ser voltada à construção civil ou de veículos automotores.

Mercado de trabalho:

No Brasil, pode-se notar a urgência de soluções para infraestrutura na área de transportes, fazendo o curso de engenharia da mobilidade extremamente necessário.

Os investimentos bilionários em infraestrutura (energia, transporte, saneamento e habitação) do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) dão a noção exata da grande importância do engenheiro de mobilidade para o desenvolvimento do país.

domingo, 5 de maio de 2013

Bomba! - "Montadoras manipulam testes de emissão e consumo de carros"

Meio ambiente

Da BBC - 20/03/2013

imageNotas do Blog:

1 - Apesar de não seguir a linha de publicações do blog, esse assunto interessa a todos e deve ser postado para mostrar ao público, o quanto somos enganados, sendo essa notícia talvez, uma pequna mostra dos engodos a que estamos expostos.

2 - Que nós brasileiros somos à prova de todo tipo de patifaria não constitui mais novidade porque somos que nem cachimbo, só levando fumo! Porém, se lá na Europa a coisa é do jeito que é, onde as montadoras estão à vontade para manipular seus dados, imaginem aqui, então, que é terra sem dono e sem lei.

O povo e o meio ambiente que se dane, porque eles não estão se lixando pra o prejuízo de ninguém! E o que é mais condenável ainda, com a vista grossa ou mesmo anuência dos governos. Pode?

3 – Os trechos em negrito são observações nossa.

 

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Em termos de consumo de combustível e emissão de poluentes, os carros atuais estão no nível que os números oficiais diziam que eles estavam em 2001, mesmo com todos os avanços tecnológicos da última década.[Imagem: Transport & Environment]

 

Acredite se quiser

Pneus lisos (slick) são cheios muito além da calibração normal para reduzir a resistência ao rolamento.

Os freios são ajustados, ou, às vezes, até mesmo desligados, para reduzir o atrito.

Fendas na lataria são tapadas com fita adesiva para reduzir a resistência do ar.

Algumas vezes, até os espelhos retrovisores são removidos.

Estes são alguns dos truques usados pelas montadoras antes de submeter seus carros aos testes de eficiência no consumo de combustível e emissão de gases poluentes.

"São vários e vários pequenos ajustes," explica Greg Archer, especialista em transporte limpo da ONG Transport & Environment, responsável pela publicação de um relatório que faz as denúncias sobre as práticas questionáveis da indústria automobilística.

Todos os carros vendidos na União Europeia passam por testes oficiais que medem o consumo de combustível e as emissões de gases nocivos, como o dióxido de carbono (CO2) e os óxidos de nitrogênio (NOx).

Esses dados são usados pelos governos - para fundamentar suas políticas de controle ambiental e para determinar o nível de impostos cobrados de cada carro - e pelos consumidores, interessados em comprar carros mais econômicos e menos poluentes.

Na realidade, porém, segundo a entidade, os dados são cada vez mais enganosos, em grande parte porque as montadoras estão melhorando sua capacidade de manipulação dos testes.

"Consequentemente, há um fosso crescente entre o que os motoristas conseguem de fato com seus carros e o que os testes relatam sobre a economia de combustível e as emissões," disse Archer.

 

Diferença entre oficial e real

De acordo com os números oficiais, as emissões médias de CO2 dos automóveis na União Europeia caíram de cerca de 180g/km, em 2001, para menos de 150g/km, em 2011.

Em comparação, no mundo real, as emissões caíram de mais de 190g/km para 180g/km no mesmo período, de acordo com dados de um estudo realizado na Alemanha pelo Conselho Internacional de Transporte Limpo, citado pelo relatório da Transport & Environment.

Ou seja, os carros atuais estão no nível que os números oficiais diziam que estavam os carros fabricados em 2001, mesmo com todos os avanços tecnológicos da última década.

"A diferença entre os números do mundo real e os números oficiais está crescendo ano a ano," disse Archer, apontando como a diferença entre as duas cifras, de 7% em 2001, aumentou para 23% em 2011.

"As montadoras estão enganando seus clientes, promovendo valores de eficiência de combustível que elas sabem que não serão alcançados," complementa Archer.

 

Truques legais

Segundo o relatório, para chegar aos níveis inatingíveis pelos carros reais rodando nas estradas, os fabricantes de automóveis contam com um arsenal de truques para usar durante os testes que incluem:

  • desconectar o alternador, para que o motor não gaste potência para recarregar a bateria durante o teste;
  • usar lubrificantes especiais que não são usados em veículos de série, a fim de reduzir o atrito;
  • desligar todos os aparelhos elétricos, incluindo ar condicionado e rádio;

Segundo o relatório, contudo, não há qualquer evidência de que as montadoras estejam quebrando regras formais.

"Mas elas não precisam. Os procedimentos dos testes atuais são tão frouxos que há amplas oportunidades para massagear os resultados do teste," diz a publicação.

De fato, sob o sistema New European Driving Cycle, os fabricantes são livres para declarar resultados dos testes de CO2 4% abaixo dos resultados medidos.

"Nós vamos ter de fechar essas brechas", diz Archer.

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Bibliografia:
Mind the Gap! Why official car fuel economy figures don’t match up to reality
T&E Report
Transport & Environment
http://www.transportenvironment.org/publications/mind-gap-why-official-car-fuel-economy-figures-don%E2%80%99t-match-reality

quinta-feira, 2 de maio de 2013

TIPOS DE CONCRETO

Fonte: http://www.redimix.com.br/tiposDeConcreto/

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Concreto convencional - Utilizado na maioria das obras civis, deve ser lançado nas fôrmas por método convencional (carrinhos de mão, gericas, gruas, etc ). O concreto convencional é de consistência seca e a sua resistência varia de 5,0 em 5,0MPa, a partir de 10,0 até 40,0MPa. É aplicado em obras civis, industriais e em peças pré-moldadas. As vantagens são: aumento da durabilidade e qualidade final da obra, redução dos custos e redução no tempo de execução.

Concreto de Alto Desempenho - Normalmente elaborado com adições minerais tipo sílica ativa e metacaulim e aditivos superplastificantes. Os concretos assim obtidos possuem excelentes propriedades. É aplicado em obras civis especiais, hidráulicas em geral e em recuperações. As vantagens são: aumento da durabilidade e vida útil das obras; redução dos custos da obra e melhor aproveitamento das áreas disponíveis para construção.

Concreto Bombeável - Utilizado na maioria das obras civis. A sua dosagem é apropriada para utilização em bombas de concreto, evitando segregação e perdas de material. Sua resistência varia de 5,0 em 5,0MPa, a partir de 10,0 até 40,0MPa. É aplicado em obras civis em geral, obras industriais e peças pré-moldadas. As vantagens são: aumento da durabilidade e qualidade final da obra; redução dos custos da obra e redução no tempo de execução.

Concreto de Alta Resistência inicial - O concreto de alta resistência inicial, como o nome já diz é aquele que tem a característica de atingir grande resistência, com pouca idade, podendo dar mais velocidade à obra ou ser utilizado para atender situações emergenciais. Sua aplicação pode ser necessária em indústrias de pré-moldados, em estruturas convencionais ou protendidas, na fabricação de tubos e artefatos de concreto, entre outras. O aumento na velocidade das obras que este concreto pode gerar traz consigo a redução dos custos com funcionários, com alugueis de formas, equipamentos e diversos outros ganhos de produtividade. A alta resistência inicial é fruto de uma dosagem racional do concreto, feita com base nas características específicas de cada obra. Portanto, a obra deve fornecer o maior número de informações possíveis para a elaboração do traço, que pode exigir aditivos especiais, tipos específicos de cimento e adições.

Concreto de Pavimento Rígido - O principal requisito exigido para esse concreto é a resistência à tração na flexão e ao desgaste superficial. Trata-se de um concreto de fácil lançamento e execução. É aplicado em estradas e vias urbanas. As vantagens são: maior durabilidade; redução dos custos de manutenção e maior luminosidade.

Concreto Pesado - A característica principal desse tipo de concreto é a sua alta densidade que varia entre 2800 e 4500 kg/m³, obtida com a utilização de agregados especiais, normalmente a hematita. É aplicado como contra peso em gasodutos, hospitais e usinas nucleares. Pode ser citada a vantagem de ser isolante radioativo.

Concreto Projetado – Concreto que é lançado por equipamentos especiais e em velocidade sobre uma superfície, proporcionando a compactação e a aderência do mesmo a esta superfície. São utilizados para revestimentos de túneis, paredes, pilares, contenção de encostas, etc. Este Concreto pode ser projetado por via-seca ou via-úmida, alterando desta forma a especificação do equipamento de aplicação e do traço que será utilizado.

Concreto Leve Estrutural – Os concretos leves são reconhecidos pelo seu reduzido peso específico e elevada capacidade de isolamento térmico e acústico Enquanto os concretos normais têm sua densidade variando entre 2300 e 2500 kg/m³, os leves chegam a atingir densidades próximas a 500 kg/m³. Cabe lembrar que a diminuição da densidade afeta diretamente a resistência do concreto. Os concretos leves mais utilizados são os celulares, os sem finos e os produzidos com agregados leves, como isopor, vermiculita e argila expandida. Sua aplicação está voltada para procurar atender exigências específicas de algumas obras e também para enchimento de lajes, fabricação de blocos, regularização de superfícies, envelopamento de tubulações, entre outras.

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Concreto Leve - A densidade desse concreto varia de 400 a 1800kg/m³. Os tipos mais comuns são o concreto celular espumoso, concreto com isopor e concreto com argila expandida. É aplicado em: enchimento e regularização de lajes, pisos e elementos de vedação. As vantagens são: redução de peso próprio e isolante termo-acústico.

Concreto Fluido - Indicados para concretagens de peças densamente armadas, estruturas pré-moldadas, formas em alto relevo, fachadas em concreto aparente, painéis arquitetônicos, lajes, vigas etc. Este concreto, com grande variedade de aplicações é obtido pela ação de aditivos superplastificantes, que proporcionam maior facilidade de bombeamento, excelente homogeneidade, resistência e durabilidade. Sua característica é de fluir com facilidade dentro das formas, passando pelas armaduras e preenchendo os espaços sob o efeito de seu próprio peso, sem o uso de equipamento de vibração. Para lajes e calçadas, por exemplo, ele se auto nivela, eliminando a utilização de vibradores e diminuindo o número de funcionários envolvidos na concretagens.

Concreto Rolado - É utilizado em pavimentações urbanas, como sub-base de pavimentos e barragens de grande porte. Seu acabamento não é tão bom quanto aos concretos utilizados em pisos Industriais ou na Pavimentação de pistas de aeroportos e rodovias, por isso ele é mais utilizado como sub-base.

Concreto Colorido - Concreto normal adicionado de pigmentos especiais, os quais conferem ao concreto várias cores com diferentes tonalidades, a saber: amarela, azul, vermelha, verde, marrom e preta. É aplicado em pisos, calçadas e fachadas. As vantagens são: dispensar pintura e poder ser usado como marcador de áreas específicas.

Concreto Resfriado com gelo - Trata-se de um concreto, cuja quantidade de água é parcialmente substituída por gelo, para atender a condições específicas de projeto, por exemplo a retração térmica. É aplicado em paredes espessas e grandes blocos de fundação. A vantagem é a redução da fissuração de origem térmica.

Concreto Autoadensável - É o concreto do futuro. Trata-se de um concreto de elevada plasticidade. Em alguns casos, pode ter a sua reologia controlada com a utilização de aditivos de última geração. É aplicado em Fundações especiais tipo hélice contínua e paredes diafragma; peças delgadas e peças densamente armadas. As vantagens são: Maior durabilidade e fácil aplicação. Dispensa a utilização total ou parcial de vibradores; redução dos custos com mão de obra e energia e maior produtividade no lançamento.

Concreto com adição de fibras - Normalmente elaborado com fibras de nylon, polipropileno e aço, dependendo das condições de projeto. Os concretos assim obtidos inibem os efeitos da fissuração por retração. Obras civis especiais e pisos industriais. As vantagens são: aumenta a durabilidade das obras quanto a abrasão e desgaste superficial; melhora a resistência à tração do concreto e pode ser utilizado em pistas de aeroportos.

Concreto Impermeável - Trata-se de um concreto com a relação água- cimento limitada, normalmente menor ou igual a 0,55, e dosado com um cimento apropriado, tipo portland de alto–forno ou pozolânico. É aplicado em obras hidráulicas em geral, estações de tratamento d’água, esgoto e Barragens. As vantagens são: aumento da durabilidade e redução dos custos de manutenção da obra.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Apoio ao PL 2245/07 - Regulamentação da profissão de Tecnólogo‏

Caros colegas

Recebi o e-mail que se segue e estou postando para conhecimento dos demais companheiros espalhados Brasil afora, por se tratar de assunto de interesse de todos os Tecnólogos de todas as áreas.

 

clip_image003Sindicato dos Tecnólogos (tecnologo@tecnologo.org.br)

 

1 anexo (33,8 KB)

clip_image005abaixo assinado PL 2245.pdf

Baixarclip_image007

Baixar como zip

Caros colegas,

O PL 2245/2007, que regulamenta a nossa profissão está na fase final de tramitação na Câmara dos Deputados. Será discutido no Plenário e esperamos que seja aprovado para seguir ao Senado.

Infelizmente não é o PL ideal, mas é o possível e, em sendo aprovado, temos uma chance de melhora, ou com certeza, não será pior do que estamos vivenciando.

É fundamental o apoio de todos os colegas, pois se trata de um projeto com vários segmentos profissionais, principalmente da área da saúde, contrários a regulamentação da profissão dos tecnólogos.

Entendemos que no nosso caso a mobilização mais efetiva é a de um abaixo assinado. Estamos propondo um eletrônico (http://www.peticaopublica.com.br/?pi=tecgo13 ) e um com assinaturas cuja cópia está anexa.

Conclamamos a todos para imprimirem cópias, distribuir para amigos, colher as assinaturas e enviar para o endereço que está na folha do abaixo assinado.

Tanto o abaixo assinado eletrônico como o em papel, encaminhem para todos de sua rede de contatos. Também estará disponível no site www.tecnologo.org.br

Após receber as folhas assinadas, agendaremos uma data para entrega aos parlamentares.

 

Tecgo. Décio Moreira

Presidente da ABEDUTE

Tecgo. José Paulo Garcia

Presidente do Sindicato dos Tecnólogos de São Paulo

sábado, 27 de abril de 2013

Que significa?

 

 

O que é estudo de rigging?

 

Fonte:  http://www.veromath.com.br/faq.php?faq=13

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Estudo de rigging é o planejamento da movimentação do equipamento, na qual se é verificado as condições gerais para um trabalho com segurança, considerando o peso da peça, ângulos máximos permitidos na tabela do guindaste para a boa realização dos trabalhos, assim como uma avaliação minuciosa do local e equipamentos necessários para o andamento dos serviços a serem prestados. O estudo do rigging é constituído através de um levantamento criterioso para a garantia de um trabalho com segurança.

- O que é ponte rolante?

Ponte rolante é um equipamento utilizado para transportar cargas dentro de um espaço físico pré-determinado. É constituída de uma viga principal apoiada em suas extremidades por apoios rolantes.

- O que é guindaste?

Guindaste é um equipamento utilizado para a elevação, e movimentação de peças e materiais pesados, que disponibiliza de mecanismos mecânicos capaz de movimentar cargas além da capacidade humana.

- O que é caminhão munck?

Caminhão Munck é um equipamento hidráulico utilizado para carregamento, descarregamento, transporte e movimentação de máquinas e peças pesadas.

- O que é Empilhadeira?

Empilhadeira é uma máquina usada para carregar e descarregar mercadorias em geral, paletes, caixas, etc. Existem diversos tipos de empilhadeiras, e são mais utilizados em galpões fechados. Possuem capacidades diversas dependendo de cada empilhadeira.

- O que é patolamento de guindaste?

O patolamento consiste em estender os braços das sapatas e abaixar as sapatas até o solo. Isto porque o correto do é a condição fundamental para uma operação segura. Além disso, este procedimento é necessário para qualquer tipo de operação efetuada com guindaste.

 

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O que é um "rigger"?

Rigger é o profissional responsável pelo planejamento, cálculos e elaboração do plano de içamento e movimentação de cargas com equipamentos de guindagem.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Tipos de tijolo para alvenaria

Fonte: http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=7&Cod=93

As alvenarias estão entre os elementos mais versáteis da construção, servindo não só para vedação mas também como elemento estrutural, de apoio, fundação ou simplesmente decorativo. Justamente por isto há diversos tipos de material que podem ser usados, cada um deles com suas características e finalidades próprias. Veja os mais comuns.
Um elemento tão versátil como a alvenaria precisa atender a cada situação, sempre com atenção aos itens básicos que são a resistência mecânica, peso, absorção de umidade, características de isolamento e condução térmica, tipo de superfície e sua compatibilidade com o acabamento previsto, seja este pintura, revestimento com argamassa ou placas de algum material. Vamos ver, então, alguns tipos de tijolos e seus usos mais comuns:

• Pedra – Muito utilizada na antiguidade, mas ainda hoje se usa em muros de arrimo, fundações e muros aparentes, neste caso com finalidade também estética. Além de ser usada na alvenaria propriamente dita, pode ser usada apenas como revestimento.


• Bloco de concreto – Podem ser utilizados como vedação mas também existem os feitos especialmente para Alvenaria Estrutural. Há uma grande variedade de tipos, dimensões, formatos e materiais. Além dos tipos comuns, feitos com cimento e pedrisco, existem os do tipo Estrutural, com maior resistência e feitos especialmente para suportar carga.


• Concreto Celular – Devido ao baixo peso e à facilidade de manuseio, é usado não só para fechamento de vãos, mas também como enchimento de lajes. É feito com uma mistura de cimento com materiais silicosos, em especial o Silicato de Cálcio. Também conhecido como “Pumex”.


• Tijolo de vidro – Devido ao preço, são usados em locais específicos, para iluminar e também para conseguir determinados efeitos estéticos, especialmente quando se usa iluminação projetada para tirar proveito da luminosidade e características de reflexão do material.

• Tijolos de solo-cimento – Uma boa alternativa aos blocos de concreto, ótima solução para habilitações populares. Construções feitas com solo-cimento resulta em ambientes com ótimo conforto térmico, devido à grande massa da parede que lhe confere inércia térmica, ou seja, demora a esquentar durante o dia, com o sol, e demora a esfriar durante a noite, deixando mais estável a temperatura interna.


• Tijolo de barro cru – Também conhecido como “Adobe”, já foi muito utilizado na antiguidade mas hoje praticamente caiu em desuso, pois precisa de cuidados especiais para resistir às intempéries.

• Tijolo de barro cozido – Também chamados de “Tijolinho” ou “Tijolo comum”. É uma evolução do tijolo de barro cru, é o que veremos neste artigo.


• Tijolo refratário – Um tipo especial de tijolo cozido, feito com argila enriquecida de materiais que diminuem a retração mecânica quando exposto ao forte calor. Funcionam também como isolantes térmicos.


• Tijolo laminado – Estes, por sua vez, são uma evolução do tijolo de barro cozido, tendo maior resistência mecânica e menos porosidade, com menor absorção de água. O modelo mais comum tem 21 furos cilíndricos e mede aproximadamente 24 x 11,5 x 5 cm, sendo indicados para alvenaria aprente


• Tijolo furado – Também chamados de “Tijolo baiano”, têm na parte externa uma série de rachaduras para facilitar a aderência da argamassa de revestimento e seu interior tem pequenos canais prismáticos ou, como se diz popularmente, “furos”. Em geral se encontra os de 6 furos e de 8 furos, mas há uma grande variedade de tijolos furados. Suas vantagens são a rapidez na execução, baixo peso e preço acessível. Não é à toa que a paisagem típica dos bairros de periferia são as casas inacabadas, mas com suas paredes de tijolo furado à mostra...

domingo, 21 de abril de 2013

Brasileiros revolucionam fabricação de cimento

Meio ambiente

Com informações da Agência USP - 17/04/2013

Brasileiros revolucionam fabricação de cimento

Engenheiros alemães apresentaram recentemente uma técnica para reciclagem cimento e concreto usando raios.[Imagem: Fraunhofer IBP]

Cientistas da Escola Politécnica da USP desenvolveram uma nova técnica para a fabricação de cimento combinando matérias-primas simples com ferramentas e conceitos avançados na gestão do processo industrial.

O resultado pode ser uma revolução mundial na indústria cimenteira.

Segundo o professor Vanderley John, um dos responsáveis pelo projeto, o novo processo industrial permitirá dobrar a produção mundial de cimento sem precisar construir novos fornos e, portanto, sem aumentar as emissões de gases de efeito estufa.

O cimento Portland tradicional é composto basicamente por argila e calcário, substâncias que, quando fundidas em um forno sob altas temperaturas, transformam-se em pequenas bolotas chamadas clínquer.

Esses grãos de clínquer são moídos com o mineral gipsita (matéria-prima do gesso) até virarem pó.

"Estima-se que para cada tonelada de clínquer são emitidos entre 800 e 1.000 quilos de CO2, incluindo o CO2 gerado pela decomposição do calcário e pela queima do combustível fóssil (de 60 a 130 quilos por tonelada de clínquer)", diz o professor John.

"A indústria busca alternativas para aumentar a ecoeficiência do processo substituindo parte do clínquer por escória de alto-forno de siderúrgicas e cinza volante, resíduo de termelétricas movidas a carvão. O problema é que a indústria do aço e a geração de cinza crescem menos que a produção de cimento, o que inviabiliza essa estratégia a longo prazo," explica ele.

Carga bem distribuída

A nova tecnologia consiste basicamente em aumentar a proporção de carga (filler) na fórmula do cimento Portland, adicionando dispersantes orgânicos que afastam as partículas do material e possibilitam menor uso de água na mistura com o clínquer.

A carga é uma matéria-prima à base de pó de calcário que dispensa tratamento técnico (calcinação), processo que, na fabricação do cimento, é responsável por mais de 80% do consumo energético e 90% das emissões de CO2.

A fórmula para calcular a quantidade de carga no cimento é usada desde 1970, estabelecendo que a quantidade do material de preenchimento não poderia ser alta porque havia o risco de comprometer a qualidade do produto.

Brasileiros revolucionam fabricação de cimento

Outra equipe brasileira já havia desenvolvido um cimento alternativo capaz de substituir até 80% do cimento portland. [Imagem: Ag.USP]

Os pesquisadores brasileiros descobriram que isto não é verdade.

"Em laboratório, foi possível chegar a teores de 70% de filler, sendo que atualmente ele está entre 10% e 30%", afirma John. "Com isso será possível dobrar a produção mundial de cimento sem construir mais fornos e, portanto, sem aumentar as emissões".

A solução veio da matemática, mais especificamente de estudos que, muitas vezes, parecem teorias sem qualquer ligação com a praticidade do mundo industrial.

"A tecnologia é baseada em modelos de dispersão e empacotamento de partículas que possibilita organizar os grãos por tamanho, favorecendo a maleabilidade do cimento", diz o professor Rafael Pileggi, coautor do estudo. "Por meio da reologia, ramo da ciência que estuda o escoamento dos fluidos, obteve-se misturas fluidas com baixo teor de clínquer e outros ligantes como a escória. Também foi possível reduzir a quantidade de cimento e água utilizados na produção de concreto, sem perda da qualidade".

"O estudo atual mostrou que é possível mudar a forma como se fabrica cimento, concretos e argamassas", comemora John. "Agora é preciso desenvolver uma tecnologia de moagem sofisticada em escala industrial."

A Escola Politécnica da USP já está negociando parcerias com as indústrias cimenteiras para aperfeiçoar e transferir a nova técnica.

sábado, 20 de abril de 2013

Ciências dos Materiais I – Cerâmicas

 

http://construcaoemfoco.com.br/engenharia/ciencias-dos-materiais-i-ceramicas/

12 de abril de 2013

Ciências dos Materiais I – Cerâmicas

A ciência dos materiais é matéria de salutar importância para a Construção Civil. Entender os mais diversos tipos e características para que se possa escolher e aplicar devidamente faz a diferença entre o sucesso ou não das obras e sua devida vida útil.

Dessa forma iremos trazer em capítulos uma explanação acerca dos tipos de materiais existentes. Começaremos pela cerâmica, e traremos em oportunidade, os metais, compósitos, eletrônicos e polímeros.

Boa Leitura!

 

Definição e Classificação das Cerâmicas

CERÂMICAS

DEFINIÇÃO - Cerâmica compreende todos os materiais inorgânicos, não metálicos, obtidos geralmente após tratamento térmico em temperaturas elevadas.

CLASSIFICAÇÃO

O setor cerâmico é amplo e heterogêneo o que induz a dividi-lo em sub-setores ou segmentos em função de diversos fatores como matérias-primas, propriedades e áreas de utilização. Dessa forma, a seguinte classificação, em geral, é adotada.

Cerâmica Vermelha

Compreende aqueles materiais com coloração avermelhada empregados na construção civil (tijolos, blocos, telhas, elementos vazados, lajes, tubos cerâmicos e argilas expandidas) e também utensílios de uso doméstico e de adorno. As lajotas muitas vezes são enquadradas neste grupo porém o mais correto é em Materiais de Revestimento.

Materiais de Revestimento (Placas Cerâmicas)

São aqueles materiais, na forma de placas usados na construção civil para revestimento de paredes, pisos, bancadas e piscinas de ambientes internos e externos. Recebem designações tais como: azulejo, pastilha, porcelanato, grês, lajota, piso, etc.

Cerâmica Branca

Este grupo é bastante diversificado, compreendendo materiais constituídos por um corpo branco e em geral recobertos por uma camada vítrea transparente e incolor e que eram assim agrupados pela cor branca da massa, necessária por razões estéticas e/ou técnicas. Com o advento dos vidrados opacificados, muitos dos produtos enquadrados neste grupo passaram a ser fabricados sem prejuízo das características para uma dada aplicação, com matérias-primas com certo grau de impurezas, responsáveis pela coloração.

Dessa forma é mais adequado subdividir este grupo em:

  • louça sanitária
  • louça de mesa
  • isoladores elétricos para alta e baixa tensão
  • cerâmica artística (decorativa e utilitária).
  • cerâmica técnica para fins diversos, tais como: químico, elétrico, térmico e mecânico.

Materiais Refratários

Este grupo compreende uma diversidade de produtos, que têm como finalidade suportar temperaturas elevadas nas condições específicas de processo e de operação dos equipamentos industriais, que em geral envolvem esforços mecânicos, ataques químicos, variações bruscas de temperatura e outras solicitações. Para suportar estas solicitações e em função da natureza das mesmas, foram desenvolvidos inúmeros tipos de produtos, a partir de diferentes matérias-primas ou mistura destas. Dessa forma, podemos classificar os produtos refratários quanto a matéria-prima ou componente químico principal em: sílica, sílico-aluminoso, aluminoso, mulita, magnésianocromítico, cromítico-magnesiano, carbeto de silício, grafita, carbono, zircônia, zirconita, espinélio e outros.

Isolantes Térmicos

Os produtos deste segmento podem ser classificados em:

a) refratários isolantes que se enquadram no segmento de refratários,

b) isolantes térmicos não refratários, compreendendo produtos como vermiculita expandida, sílica diatomácea, diatomito, silicato de cálcio, lã de vidro e lã de rocha, que são obtidos por processos distintos ao do item a) e que podem ser utilizados, dependendo do tipo de produto até 1100 ºC e

c) fibras ou lãs cerâmicas que apresentam características físicas semelhantes as citadas no item b), porém apresentam composições tais como sílica, sílica-alumina, alumina e zircônia, que dependendo do tipo, podem chegar a temperaturas de utilização de 2000º C ou mais.

Fritas e Corantes

Estes dois produtos são importantes matérias-primas para diversos segmentos cerâmicos que requerem determinados acabamentos. Frita (ou vidrado fritado) é um vidro moído, fabricado por indústrias especializadas a partir da fusão da mistura de diferentes matérias-primas. É aplicado na superfície do corpo cerâmico que, após a queima, adquire aspecto vítreo. Este acabamento tem por finalidade aprimorar a estética, tornar a peça impermeável, aumentar a resistência mecânica e melhorar ou proporcionar outras características.

Corantes constituem-se de óxidos puros ou pigmentos inorgânicos sintéticos obtidos a partir da mistura de óxidos ou de seus compostos. Os pigmentos são fabricados por empresas especializadas, inclusive por muitas das que produzem fritas, cuja obtenção envolve a mistura das matérias-primas, calcinação e moagem. Os corantes são adicionados aos esmaltes (vidrados) ou aos corpos cerâmicos para conferir-lhes colorações das mais diversas tonalidades e efeitos especiais.

Abrasivos

Parte da indústria de abrasivos, por utilizarem matérias-primas e processos semelhantes aos da cerâmica, constituem-se num segmento cerâmico. Entre os produtos mais conhecidos podemos citar o óxido de alumínio eletrofundido e o carbeto de silício.

Vidro, Cimento e Cal

São três importantes segmentos cerâmicos e que, por suas particularidades, são muitas vezes considerados à parte da cerâmica.

Cerâmica de Alta Tecnologia/Cerâmica Avançada

O aprofundamento dos conhecimentos da ciência dos materiais proporcionaram ao homem o desenvolvimento de novas tecnologias e aprimoramento das existentes nas mais diferentes áreas, como aeroespacial, eletrônica, nuclear e muitas outras e que passaram a exigir materiais com qualidade excepcionalmente elevada. Tais materiais passaram a ser desenvolvidos a partir de matérias-primas sintéticas de altíssima pureza e por meio de processos rigorosamente controlados. Estes produtos, que podem apresentar os mais diferentes formatos, são fabricados pelo chamado segmento cerâmico de alta tecnologia ou cerâmica avançada. Eles são classificados, de acordo com suas funções, em: eletroeletrônicos, magnéticos, ópticos, químicos, térmicos, mecânicos, biológicos e nucleares. Os produtos deste segmento são de uso intenso e a cada dia tende a se ampliar. Como alguns exemplos, podemos citar: naves espaciais, satélites, usinas nucleares, materiais para implantes em seres humanos, aparelhos de som e de vídeo, suporte de catalisadores para automóveis, sensores (umidade, gases e outros), ferramentas de corte, brinquedos, acendedor de fogão, etc.

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