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segunda-feira, 3 de junho de 2013

História do cimento

Fonte: http://www.cimentosliz.com.br/empresa/historiaCimento

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Os primeiros relatos sobre a história do cimento, ou Caementu no latim, se dão há cerca de 4500 A.C., no Egito Antigo. Nessa época, utilizava-se uma liga composta por uma mistura de gesso calcinado para unir as pedras que davam sustentação à construção dos monumentos.

Mas ao longo dos anos o cimento passou por um processo evolutivo, e obras como o Panteão e o Coliseu receberam a aplicação de terras de origem vulcânicas que, ao entrarem em contato com a água, sofriam um tipo de reação que provocava o seu endurecimento. No entanto, os ensaios para o aperfeiçoamento do cimento não pararam e, em 1756, o inglês John Smeaton conseguiu desenvolver, por meio da calcinação de calcários moles e argilosos, um produto com alto poder de resistência.

Em 1791, James Parker experimentou uma mistura de sedimentos de rochas da ilha de Sheppel e patenteou, em 1796, um cimento com o nome de "Cimento Romano". Experiência que motivou, em 1818, o francês Louis Vicat a inventar o cimento artificial por meio da mistura de componentes argilosos e calcários.

clip_image003Porém, foi o inglês Joseph Aspdin, em 1824, quem revolucionou as experiências com o cimento. Aspdin teve a ideia de queimar pedras calcárias e argila e depois triturá-las até obter um pó fino. Esse produto ao secar e em contato com a água se tornava sólido com uma rocha e era resistente a ambientes úmidos. Surgia então, o "Cimento Portland" que foi patenteado por Joseph Aspdin, em homenagem às rochas da ilha britânica de Portland, as quais apresentavam características próprias como cor, durabilidade e resistência.

Entretanto, foi Isaac Charles Johnson, em 1845, quem conseguiu aperfeiçoar o Cimento Portland. Após várias observações, Johnson elevou a temperatura da queima para 1400ºC e moeu o clínquer, produto originário dessa queima, para obter um pó mais fino e com uma qualidade superior.

No decorrer dos anos, diversas indústrias cimenteiras começaram a surgir e a desenvolver pesquisas sobre o processo de fabricação do Cimento Portland.

 

Brasil

No Brasil, as primeiras experiências relativas à fabricação do Cimento Portland aconteceram por volta de 1888, por meio do comendador Antônio Proost Rodovalho que instalou uma fábrica em sua fazenda, em Santo Antônio (SP). Seguida da instalação, de uma nova fábrica na ilha Tiriri (PB), em 1892.

No ano de 1912, o Governo do Espírito Santo fundou sua própria fábrica na cidade de Cachoeiro do Itapemirim. Mas o marco da produção do Cimento Portland no Brasil se deu em 1924, com a implantação, pela Companhia Brasileira de Cimento Portland, de uma fábrica em Perus (SP).

No entanto, a demanda por cimento no país era alta e a importação era inevitável. Foi quando os cimentos Liz vindos de Portugal, na década de 30, entrou no mercado brasileiro e construiu, em 1969, a sua primeira fábrica na cidade de Lagoa Santa/Vespasiano (MG).

Hoje, a Empresa de Cimentos Liz é uma das principais produtoras de cimento do Brasil.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Concreto submetido à altas temperaturas

Arquivos

Concreto submetido à altas temperaturas / Incêndio em edificações
01/06/2012

Fonte: (Pet Civil-UFJF) http://blogdopetcivil.com/category/estruturas/


imageNotícias sobre incêndios em construções são quase comuns no dia-a-dia das grandes cidades. Fiação antiga e sem manutenção, acidentes com produtos químicos e falha humana são os principais fatores causadores destas catástrofes.

Seguindo o post sobre a nova NBR 15200 – Projeto de Estruturas de Concreto em Situação de Incêndio, vamos falar um pouco sobre o comportamento do concreto em casos extremos como estes.

É fundamental, para a elaboração do projeto de um edifício, considerar o comportamento das estruturas de concreto quando submetidas à altas temperaturas, pois com o aumento progressivo desta, as propriedades mecânicas do concreto começam a degradar, podendo ocorrer colapso estrutural. O atendimento às normas é importantíssimo, quando consideramos a segurança da construção.

O concreto pode ser submetido à temperaturas elevadas acidentalmente ou estas podem fazer parte de suas condições normais de trabalho. Estas situações se distinguem pela elevação brusca ou gradual da temperatura. Um caso famoso de elevação de temperatura acidental é o incêndio do Canal da Mancha, em 1996. Observe o dano causado pelo fogo às paredes do túnel:

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Outra situação comum é a de estruturas feitas para trabalhar sob temperaturas elevadas, como alguns componentes de usinas nucleares, altos-fornos ou repositórios de rejeitos radioativos. Nestes casos, por razão de segurança, a estrutura deve ser capaz de suportar temperaturas elevadas e de longa duração sem perder a capacidade estrutural. E, no caso de usinas nucleares, mantendo a propriedade de confinamento de materiais radioativos.

Abaixo, o edifício de confinamento do reator da Usina Callaway, no estado de Missouri, EUA, com mais de 2 metros de grossura de concreto e metal.

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O concreto é um material poroso, altamente heterogêneo e composto por várias fases - podendo conter em seu interior fluidos na forma líquida e gasosa. Quando exposto a condições de temperatura elevada, há a ocorrência de fenômenos físicos e químicos, que alteram a estrutura porosa e as propriedades do meio.

Como a reação de hidratação do cimento é reversível e termoativada, a exposição do concreto à temperaturas elevadas pode ter efeitos deletérios, com a ocorrência de desidratação da matriz a base de cimento, fissuração devido a pressões internas geradas pela evaporação da água de amassamento remanescente da mistura e ao desplacamento superficial (“spalling”, como é visto na imagem do Canal da Mancha).

Ainda, os concretos comuns e de alta resistência se comportam de maneiras bem distintas quando submetidos aos mesmos grau e taxa de aquecimento. O concreto de alta resistência tende a desenvolver maiores pressões nos seus poros, uma vez que é mais compacto do que o concreto comum, reagindo então através do fenômeno do “spalling”.

O comportamento de estruturas submetidas a solicitações causadas por temperatura é analisado através de métodos numéricos, como a malha de Elementos Finitos mostrada abaixo:

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Nota-se o baixo coeficiente de condutividade térmica do concreto: em 23 cm de espessura, a temperatura caiu de aprox. 570⁰C para 50⁰C. Esses resultados são testados experimentalmente e validados, conforme fontes.

Na elaboração de projetos de edifícios residenciais, públicos e industriais, uma das considerações feitas é a segurança humana na ocorrência de fogo. O uso do concreto, por não ser combustível, não emitir gases tóxicos e ser capaz de conservar resistência suficiente por períodos extensos, permite operações de resgate e diminui os riscos de colapso estrutural.

 

Fontes e Agradecimentos:

Rafaela De Oliveira Amaral, SIMULACÃO DO COMPORTAMENTO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO SUBMETIDAS A INCÊNDIOS

Anna Paula Guida Ferreira, MODELAGEM DOS FENÔMENOS DE TRANSPORTE TERMO-HÍDRICOS EM MEIOS POROSOS SUBMETIDOS A TEMPERATURAS ELEVADAS: APLICAÇÃO A UMA BICAMADA ROCHA-CONCRETO

sábado, 19 de junho de 2010

INTOLERÂNCIA

E eu que pensei que só havia discriminação aqui no Ceará. Mas, já vi que é geral. Ter uma formação inferior a cinco anos é o mesmo que nada na visão vesga daqueles que se acham os donos do mundo.

O inconformismo dos que se sentem ameaçados é inconsistente, até porque, quem domina a profissão tem mercado garantido e não será este ou aquele profissional, por melhor qualificado que seja, que vai lhe bloquear o caminho, impedindo-lhe de seguir em frente.

Há de se convir que estamos em franca evolução e devemos nos adequar às novas formas de trabalho que a cada dia exige mais e mais de cada um de nós. Se não quisermos ser atropelados pelas novas gerações temos a obrigação de estar em dias com as novidades contemporâneas. E entre estas novidades estão, evidentemente, a diversificação de funções que antes podia ser executada por um só indivíduo e que hoje tem se mostrado uma prática ineficaz.

Hoje, não podemos mais imaginar um médico polivalente que seja, ao mesmo tempo, cardiologista, ortopedista, oftalmologista, dentista, nefrologista, pediatra, ginecologista, etc., não porque ele não seja capaz de atuar nessas áreas ou não tenha os conhecimentos básicos necessários, mas porque é imprescindível que haja profissionais especializados no que fazem, para evitar ao máximo as sobrecargas e possíveis erros médicos. O mesmo deve ocorrer com as demais profissões que exigem conhecimentos de rigor científico. Com outras palavras, cada um na sua, cada macaco no seu galho.

No nosso caso específico, de Engenharia Civil e profissões correlatas, não pode ser diferente, pois, embora a contragosto, os retrógrados hão de se adaptarem às novas tendências, às novas modalidades de qualificação laboral como já se pode observar com a nova edição da Classificação Brasileira de Ocupações – CBO, que enumera diferentemente cada parte do todo que compõe a Engenharia Civil, como abaixo transcrito:

“2142 :: Engenheiros civis e afins

Títulos

2142-05 - Engenheiro civil

Engenheiro de planejamento, Engenheiro orçamentista, Engenheiro projetista

2142-10 - Engenheiro civil (aeroportos)

2142-15 - Engenheiro civil (edificações)

2142-20 - Engenheiro civil (estruturas metálicas)

2142-25 - Engenheiro civil (ferrovias e metrovias)

2142-30 - Engenheiro civil (geotécnia)

Engenheiro civil (fundações), Engenheiro civil (mecânica de solos)

2142-35 - Engenheiro civil (hidrologia)

2142-40 - Engenheiro civil (hidráulica)

2142-45 - Engenheiro civil (pontes e viadutos)

2142-50 - Engenheiro civil (portos e vias navegáveis)

2142-55 - Engenheiro civil (rodovias)

Engenheiro civil (terraplanagem), Engenheiro de estradas, Engenheiro de geometria, Engenheiro de pavimentação, Engenheiro de projetos viários, Engenheiro de segurança viária, Engenheiro de sinalização viária, Engenheiro rodoviário

2142-60 - Engenheiro civil (saneamento) Engenheiro civil (obras sanitárias), Engenheiro sanitarista

2142-65 - Engenheiro civil (túneis)

2142-70 - Engenheiro civil (transportes e trânsito)

Analista de projetos viários, Analista de transportes e trânsito, Analista de tráfego, Engenheiro de logística, Engenheiro de operação (transporte rodoviário), Engenheiro de transportes, Engenheiro de tráfego, Engenheiro de trânsito.”

Nota-se, pela presente classificação, que a profissão foi fragmentada em diversos seguimentos, não em prejuízo dos engenheiros, mas, para uma melhor adequação das diversas atribuições do profissional.

Não vejo razão, portanto, para que se façam alardes desnecessários. Trata-se de uma questão de bom senso, porque a intolerância de alguns que se manifestam em desfavor dos demais profissionais da área, como Engenheiros de Operação e Tecnólogos, é improcedente e não comunga com o pensamento geral posto que esses profissionais não estão a esmo no mercado. Foram introduzidos por meios legais, passando por todas as etapas exigidas pela legislação vigente.

Por isso, não adianta espernear porque essas novas modalidades hão de multiplicar-se e diversificarem-se, queiramos ou não.

antromsil

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Lei de n° 3.359 de 07/01/02


Lei de n° 3.359 de 07/01/02 - Dispõe sobre a obrigatoridade de depósito para internação de doentes


Encontrei essa preciosa informação no blog Opinião Discordando do Rui, de propriedade do amigo e médico sobralense Dr. Azevedo, no endereço: http://azevedo55.blogspot.com/


DIÁRIO OFICIAL Lei de n° 3.359 de 07/01/02Depósitos Antecipados COISA BOA NÃO SE DIVULGA E NINGUÉM FICA SABENDO!Foi publicado no DIÁRIO OFICIAL em 09/01/02, A Lei de n° 3.359 de 07/01/02, que dispõe:

Art.1° - Fica proibida a exigência de depósito de qualquer natureza, para possibilitar internação de doentes em situação de urgência e emergência, em hospitais da rede privada.

Art 2° - Comprovada a exigência do depósito, o hospital será obrigado a devolver em dobro o valor depositado ao responsável pela internação.

'Art 3° - Ficam os hospitais da rede privada obrigados a dar possibilidade de acesso aos usuários e a afixarem em local visível a presente lei.

'Art 4° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.Não deixe de repassar aos seus amigos, parentes, conhecidos, enfim.


Uma lei como essa, que deveria ser divulgada, está praticamente escondida! E isso vem desde 2002. Estamos em 2009!

Encontrei essa preciosa informação no blog Opinião Discordando do Rui, de propriedade do amigo e médico sobralense Dr. Azevedo, no endereço: http://azevedo55.blogspot.com/DIÁRIO

domingo, 26 de abril de 2009

Profissão: Tecnólogo



Brasília, 25 de abril de 2009

Os tecnólogos são profissionais com formação de nível superior, em cursos de curta duração com foco nas necessidades do mercado. Tais cursos têm sido criados para responder à demanda por preparação, formação e aprimoramento educacional e profissional. Os cursos superiores de tecnologia podem ser feitos por estudantes que tenham concluído o ensino médio ou equivalente ou que já tenham diploma de nível superior e queiram se especializar.

Segundo a diretora de Regulação e Supervisão da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Andréa Andrade, os primeiros cursos superiores de tecnologia  surgiram em 1969 e, nos últimos anos, a curva de expansão desse tipo de graduação tem sido exponencial. “Entre 2006 e 2007 houve um aumento de 6% dos cursos superiores de licenciatura e bacharelado. Se levarmos em conta apenas os cursos superiores de tecnologia, o crescimento foi bem maior: 21%”, afirmou Andréa. “Isso é reflexo da demanda de mercado”.

Para organizar e orientar a oferta de cursos superiores de tecnologia, o Ministério da Educação (MEC) criou o Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia. Lançado em 2006, trata-se de um guia de informações sobre o perfil de competência do tecnólogo. Ele apresenta a carga horária mínima e a infraestrutura recomendada para o curso. O material fica disponível na internet, no site do MEC, pelo endereço 
http://catalogo.mec.gov.br

Na área tecnológica, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) é uma das instituições que mais ofertam cursos superiores de tecnologia, principalmente na área industrial. A instituição oferece hoje 58 cursos, nos quais estão matriculados 10.127 alunos. “Trata-se de demanda comprovada da indústria”, ressaltou o assessor da diretoria da instituição, Alberto Borges de Araújo. “Essa é a área em que há maior inserção no mercado. A taxa de ocupação de nossos egressos é superior a 95%”.

Para regulamentar a atuação desses profissionais, que já fazem parte do Sistema Confea/Crea e Mútua, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) propôs um projeto de lei. O relator do projeto na Comissão de Trabalho da Casa, deputado Vicentinho (PT-SP) realizou audiência pública no dia 16 de abril para debater os tópicos do assunto. Um dos presentes foi o presidente do Confea, eng. civil Marcos Túlio de Melo, que se manifestou favorável ao projeto . Segundo ele, o Confea tem promovido amplo debate com os tecnólogos e tem procurado incluí-los por meio do 
GT Tecnólogos, em atividade desde o ano passado. Esses profissionais foram contemplados na Matriz do Conhecimento, que define o âmbito de atuação de cada profissional da área tecnológica, por meio do Anexo II da Resolução nº 1.010/05, que começará a ser posto em prática este ano.

O PL do deputado Reginaldo Lopes vai ao encontro desse trabalho, já que atribui ao Sistema Confea/Crea e Mútua a responsabilidade de fiscalizar a atuação dos tecnólogos ligados à área tecnológica. O presidente da Associação Nacional dos Tecnólogos (ANT), Jorge Guaracy, também se manifestou nesse sentido, “não há dúvida: não temos a pretensão de criar um conselho de tecnólogos. Seria inviável, pois há tecnólogos em diversas áreas do conhecimento”, ressaltou. “Nós, que temos uma formação mais sólida, acabamos sendo nivelados por baixo. Precisamos trabalhar contra paradigmas culturais fortes para termos o reconhecimento da nossa profissão”.

Saiba mais sobre a audiência pública.

Mariana Zanatta
Equipe de Comunicação do Confea

Pesquisadores da USP tentam certificar o fosfogesso como material estrutural

Brasília, 24 de abril de 2009.

Viga de gesso composta por elementos de gesso protendido

Uma pesquisa desenvolvida no Instituto de Física da USP de São Carlos com o fosfogesso pode revolucionar a construção civil no Brasil. Cientistas da instituição estão realizando testes que comprovam que o fosfogesso (sulfato de cálcio obtido na produção de fertilizantes) pode ser utilizado como material estrutural. A descoberta pode auxiliar na construção de habitações populares de baixo custo.

Segundo o aluno de doutorado e Engenheiro Civil Wellington Kanno, os testes demonstraram que o fosfogesso pode alcançar resistência de até 70 MPa, um número muito superior ao concreto de alta resistência (40 MPa) e ao concreto comum (20 MPa).

Com o processo de tratamento do fosfogesso desenvolvido na USP, batizado de UCOS (Umedecimento, Compactação e Secagem), os pesquisadores obtiveram elementos cerâmicos de alta resistência.

“Outra vantagem, além da resistência, é a questão ambiental. O fosfogesso, geralmente,  é descartado em aterros. Além disso, a produção de cimento é muito danosa ao meio ambiente. Calcula-se que a produção de 1 tonelada de cimento gere 3 toneladas de gás carbônico”, afirma Kanno.

O Brasil possui 150 milhões de toneladas de fosfogesso em aterros, o suficiente para construir 50 milhões de casas populares. O déficit habitacional do país é de 17 milhões de unidades, sendo 7 milhões de famílias sem casas e 10 milhões vivendo em habitações precárias.

A resistência do material já foi comprovada. Agora, os pesquisadores da USP realizam testes para verificar o grau de deformação do material, ao longo do tempo, quando submetido a condições específicas.

O próximo passo da pesquisa é obter a certificação do material de construção junto ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o que poderá tornar o fosfogesso para a construção civil comercializável.

“Precisamos utilizar o concreto, que é um material nobre, apenas em obras nobres, como grandes edifícios. O concreto tem suas virtudes, mas não deve ser utilizado em qualquer situação, sobretudo quando há um substituto para ele”, argumenta Kanno.

Material 100% reciclável

O fosfogesso também é um material que pode ser reciclado. No caso de uma demolição, o material não se torna entulho, como em uma construção de concreto. Pode-se reaproveitar o fosfogesso, utilizando o mesmo processo UCOS.

Os pesquisadores construíram, há dois anos, uma casa experimental utilizando a tecnologia. Enquanto a média do preço das habitações populares é de R$ 500 por metro quadrado, a casa da USP São Carlos custou R$ 400 pela mesma área.

Thiago Tibúrcio
Equipe de Comunicação do Confea

terça-feira, 7 de abril de 2009

Conheça normas sobre eficiência energética de edifícios

Brasília, 2 de abril de 2009

Será lançada este ano a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia, que determinará o nível de eficiência energética dos projetos e dos edifícios construídos. Eles serão avaliados quanto à eficiência de sua envoltória (fachadas, coberturas e pisos) e de seus sistemas de iluminação e climatização. Além disso, poderão receber bonificações caso adotem outras soluções em prol da eficiência energética, como uso racional da água, emprego de fontes renováveis de energia e inovações tecnológicas.

O Regulamento Técnico da Qualidade para Eficiência Energética de Edifícios Comerciais, de Serviços e Públicos (RTQ) é uma norma técnica para avaliação do nível de eficiência energética dos edifícios. Já o Regulamento de Avaliação da Conformidade do Nível de Eficiência Energética (RAC) para esses mesmos edifícios define a metodologia para aplicação da avaliação dos edifícios. O RAC está disponível para consulta pública desde o dia 19 de março e os interessados têm 30 dias para apresentar sugestões e cíticas relativa ao texto proposto.

Conforme a metodologia do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), a Etiqueta poderá ser dada a todos os edifícios que se candidatarem e informará seu nível de eficiência energética desde o A (mais eficiente) até o E (menos eficiente) no intuito de orientar o consumidor no momento da compra do imóvel e de fomentar a construção de prédios mais eficientes.
A etiquetagem de edificações no Brasil é uma ação pioneira do Ministério de Minas e Energia, Eletrobrás/ Procel Edifica e do Inmetro, e entrará em vigor em 2009 de maneira voluntária.

Acesse o RTQ. (documento em PDF)

Acesse o RAC. (documento em PDF)

Obtenha mais informações no site do Inmetro.

Equipe de Comunicação do Confea



OBSERVAÇÃO: BREVEMENTE POSTAREMOS O CITADO DOCUMENTO QUE FICARÁ À DISPOSIÇÃO DOS COLEGAS INTERESSADOS.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O PORCO E O CAVALO

MOTIVE-SE

Mas, nem sempre somos reconhecidos pelo nosso trabalho!

Um fazendeiro colecionava cavalos e só lhe faltava uma determinada raça. Um dia ele des-cobriu que o seu visinho tinha este cavalo que lhe interessava. Assim, ele atanazou seu vizinho até conseguir comprá-lo.
Um mês depois o cavalo adoeceu e ele chamou o veterinário.
- Bem, o seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante três dias. No terceiro dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.
Neste momento, o porco escutava toda a conversa.
No dia seguinte deram-lhe o medicamento e se foram.
O porco se aproximou do cavalo e disse:
-Força, amigo! Levanta daí, senão você será sacrificado!
No segundo dia, deram-lhe o medicamento e foram embora.
O porco se aproximou do cavalo e disse:
- Vamos lá, amigão, levanta senão você vai morrer! Vamos lá, eu te ajudo a levantar... Upa! Um, dois, três.
No terceiro dia novamente deram-lhe o medicamento e o veterinário disse:
- Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.
Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse:
Cara é agora ou nunca, levanta logo! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar!
Ótimo. Vamos, um, dois, três, legal, legal, agora mais depressa vai... Fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa! Você venceu, campeão!
Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou:
- Milagre! O cavalo melhorou. Isso merece uma festa... Vamos matar o porco!

Reflexão:
Isso acontece com freqüência no ambiente de trabalho. Dificilmente se percebe quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso. ”Saber viver sem ser reconhecido é uma arte”. Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: “amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic”.

Autor e fonte desconhecidos.
Antromsil.

VOTAR CERTO

Fala-se muito em escolha certa de candidatos, para se ter cuidado e estudar a vida pregressa desses mesmos postulantes a cargos eletivos, para não se deixar embair com falsas promissões e nem se expor aos assédios dos negociantes de voto e até mesmo foi criado, aqui na Capital Norte do Estado, um Comitê contra a Fraude Eleitoral.

Mas como escolher o candidato ideal se não existe regra especial para isso? Como definir critérios para uma escolha tão difícil posto que, não está escrito na testa do indivíduo e nós tampou-co podemos ler pensamentos? Além do mais, há um anexim que profere: “se quiseres conhecer al-guém, dá-lhe dinheiro e poder”, como soe acontecer com diferentes pessoas que quando assumem um posto mais elevado, põem as unhas de fora e mostram todos os atributos inerentes ao tirano, como: orgulho, egoísmo, presunção e outros vícios.

Ninguém pode garantir que o candidato A ou B seja a melhor escolha porque não conhece-mos a sua índole e, por esta razão, nada podemos afirmar de positivo em seu favor. Ora, exortar as pessoas a escolher melhor os candidatos é pura quimera, é o mesmo que pedi-las para acreditar em estórias de Trancoso ou em bicho papão, porque não faz sentido.

O candidato pode ser possuidor de um currículo invejável, pode ser bem aceito na sociedade, pode, alfim, ser uma pessoa impecável. Porém, há um outro adágio que diz: a ocasião é que faz o ladrão.

O cidadão por mais honesto que seja, - salvo raríssimas exceções, evidentemente, - sabendo que ninguém jamais foi severamente punido (e os que foram são tão poucos que ninguém nem sabe quem são e quando isso ocorreu), não é perfeito e pode se envolver em algum desvio de conduta; que se vê rodeado de facilidades, com dinheiro sobejando, todos os seus pares metendo a mão, lo-cupletando-se literalmente, ele pode até ficar inerte por algum tempo, mas, depois que cair na real, que descobrir que está sendo besta em não aproveitar a oportunidade, porque nenhuma pessoa vai saber de nada mesmo, acho muito difícil ele resistir à tentação.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Histórico da Educação Tecnológica no Brasil

Texto sobre a história
da Tecnólogia no Brasil.
Sem imagem disponível.


Clique aqui para baixar o texto.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

País Tem Déficit de Engenheiros

Fonte: Portal Aprendiz, 29/09/2008


Com o crescimento econômico brasileiro, a demanda por alunos formados em cursos de Engenharia vem aumentando, porém a formação acadêmica não tem acompanhado o setor.

Dados apresentados pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) mostram que, de cada 800 estudantes matriculados no ensino fundamental no País, apenas um opta por se formar em Engenharia. Somente 0,02%dos estudantes brasileiros da educação básica chegam a fazer um doutorado na área, considerada essencial em todos os países que pretendem investir em infra-estrutura, tecnologia e indústria de ponta.

Brasil, apenas 5,6% de todos os formandos no ano de 2006 em algum curso de ensino superior tinham escolhido se graduar nas áreas de Engenharia - que, no País, ainda inclui Arquitetura e Urbanismo.

Comparado com países que têm bons resultados na economia ou que vêm avançando em inovação tecnológica, o Brasil fica bem atrás nessa área. Um exemplo é a Coréia
do Sul, onde 26% de todos os formandos são da área de Engenharia. No Japão, o porcentual fica em 19,7%. Mesmo o México, país em desenvolvimento com indicadores semelhantes aos brasileiros, hoje tem 14,3% de seus formandos nessa área. “É um desafio que temos transformar o conhecimento em produtos e processos e isso passa por resolver essas assimetrias de áreas”, afirmou o reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, José Ivonildo do Rego, durante reunião da Andifes com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, realizada nesta semana em Brasília. “Os esforços feitos até agora foram incapazes de mudar essa realidade”, completou ele.

Quando são analisadas as formações superiores, de mestrado e doutorado, a situação fica ainda mais complicada. Os dados da Andifes mostram que apenas 1 em cada 30 mil estudantes da educação básica chega a fazer um doutorado na área. Em 2007, formaram-se 1.178 doutores e 4.144 mestres, ainda longe da meta estabelecida pelo Plano Nacional de Pós-Graduação 2005-2010.

Nesse documento, formulado em 2004 pelo governo federal, a intenção era que se chegasse, nos próximos dois anos, a formar 2.619 engenheiros doutores por ano no País. “Ser engenheiro no Brasil na década de 90 era quase ser condenado ao desemprego. Mas o País está crescendo e voltou a ser importante a formação de engenheiros”, disse a ministra Dilma Rousseff, afirmando ainda que as universidades brasileiras precisam “cumprir seu papel”, desenvolver pesquisa e formar cientistas. “Se deixarmos para as forças do mercado, a Petrobrás vai comprar plataformas na Coréia e em Cingapura. Não é isso que queremos.” As diferenças regionais dentro do próprio País também são gritantes. Em 2007, existiam 1.245 cursos de doutorado no País. Desses, 130 são em Engenharia. Já na Região Norte estão apenas 32 doutorados, dos quais dois são nessa área. A Região Sudeste, com 79, concentra a maior parte deles. A Região Sul vem a seguir, com 23, e o Nordeste aparece com 20. (Folha de S.Paulo)