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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Cálculo de calhas para telhados

 

ESTRUTURAS DE MADEIRA

BLOG ESTRUTURAS DE MADEIRA - www.carpinteria.com.br

terça-feira, 15 de abril de 2014

 
Cálculo de calhas para telhados

(Ler a norma brasileira NBR-10.844 - Instalações Prediais de Águas Pluviais)

Para o cálculo das Calhas devemos calcular, antes, a quantidade de chuva que vai cair no telhado.

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A quantidade de água que uma chuva joga sobre um telhado varia em função de diversos fatores como o clima (tropical, equatorial, etc.), a estação do ano (primavera, verão, etc.) e a localização geográfica (norte, nordeste, sul, etc.). As Cartas Pluviométricas indicam a quantidade de água que cai e que é indicada em "milímetros". São geralmente a quantidade total de água que cai durante o ano. Dizem 80 milímetros por ano, por exemplo.

Para o cálculo da quantidade de água, não se leva em consideração tais fatores mas apenas a maior intensidade da chuva. Mesmo em regiões de poucas chuvas como no nordeste brasileiro, quando chove a chuva pode ter uma intensiade pluviométrica tão grande como uma chuva em São Paulo. Não é a quantidade total de água que cai mas sim a quantidade em um determinado tempo. Por isso, você deve ter muito cuidado ao consultar as Cartas Pluviométricas. O que importa para dimensionamento das calhas e condutores é a intensidade pluviométrica, isto é, os litros por segundo.

Um bom número para quantidade de chuva é o seguinte:

0,067 litros por segundo por metro quadrado

Este número corresponde a uma chuva com período de recorrência de 100 anos e com intensidade pluviométrica de 240 milímetros por hora aplicável na maior parte do território brasileiro. Entretanto deve-se tomar o cuidado em determinadas regiões que podem apresentar valores bem acima. Veja na norma NBR-10.844 uma tabela com as intensidades pluviométricas em diversas regiões do Brasil. Para um valor mais preciso consulte o serviço de meteorologia mais próximo e procure ter um mãos pelo menos 50 anos de medição.

EXEMPLO PRÁTICO:

Vejamos como calcular a quantidade de água nas calhas de um exemplo como o da figura abaixo.

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Essa casa tem apenas uma água (para facilitar a compreensão). O telhado mede 8 X 11,70 metros.

Primeiro você deve determinar os pontos de descida de água. Os pontos de descida devem ser livres de interferências como janelas, portas, antenas, etc. Vamos colocar 3 condutores de descida nas posições indicadas na figura acima. Observe que o telhado ficou dividido em 2 áreas. A Área 1 de 7,20 X 8,00 e a Área 2 de 4,50 X 8,00 m.

A água da chuva que cair na Área 1 será recolhida pela Calha 1. A Calha 1 tem duas caídas, metade da água corre para o Condutor 1 e a outra metade para o Condutor 2. Vamos chamar de V1 a vazão que corre para cada lado na Calha 1. Lembre-se que o ponto que divide a Calha 1 não precisa, necessariamente, estar no meio da calha, podendo estar mais próximo do Condutor 2 para que se tenha menos água correndo para o Condutor 2. Observe que o Condutor 2 vai desaguar bem perto da porta da Cozinha.

DETERMINAÇÃO DAS CALHAS:

V1 = 0,067 X 8,00 X 7,20/2 = 1,93 litros por segundo

Com o mesmo raciocínio, temos a vazão V2 que corre para cada lado da Calha 2.

V2 = 0,067 X 8,00 X 4,50/2 = 1,21 litros por segundo

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Consultando a tabela acima, vemos que a Calha 1 pode ter o diâmetro de 100 mm podendo conduzir até 7,1 litros por segundo. Da mesma forma, vemos que a Calha 2 pode ter tembém um diâmetro de 100 mm. Estamos com bastante folga e podemos até pensar em algum obstáculo para o escoamento dentro da calha. Por exemplo, caso haja um entupimento dos condutores 1 e 3, toda a água deverá ser conduzida pelo condutor 2. Neste caso, a vazão total será de 2(1,93+1,21) = 6,28 litros por segundo, ainda dentro da capacidade da calha.

DETERMINAÇÃO DOS CONDUTORES VERTICAIS:

Pela figura, observa-se que o condutor mais solicitado é o Condutor 2 pois deve conduzir a vazão V1 e também a vazão V2.

VC2 = V1 + V2 = 1,93 + 1,21 = 3,14 litros por segundo.

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Para atender à vazão de 3,14 litros por segundo, teremos que instalar um tubo de 100 mm com capacidade de 3,83 litros por segundo.

Algumas peças precisam de Ferragens para complementar a rigidez do conjunto.

A montagem das calhas começa pela peça chamada bocal de descida que deve ser firmemente fixada:

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Depois que terminar a fixação de todos os bocais de saída, começa a instalar as calhas.
Tomar sempre o cuidado de deixar um caimento de pelo menos 2% para garantir que a poeira, terra e areia que forem depositadas serão lavadas na primeira chuva.

DETERMINAÇÃO DOS CONDUTORES HORIZONTAIS:

Chamamos de horizontais mas na verdade precisam ter um certa declividade. Com um caimento de apenas 1% já se consegue um bom escoamento de água. Entretanto, devemos sempre considerar que havrá partículas sólidas como terra e areia na água da chuva. Então o mínimo necessário será de 2%. Com esse caimento, consegue-se uma boa velocidade da água e essa velocidade é suficiente para carregar a areia junto.

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A tabela acima leva em consideração a declividade mínima de 2%, tubo de PVC (rugosidade = Lisa). Para outros tipos de materiais não vale. Para tubo de cerâmica, barro, ferro fundido e canaletas feitas com concreto, consultar outras tabelas.

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Caimento de 2% significa que em um trecho de 1 metro ou 100 centímetros, o desnível deverá ser de 2 centímetros.

As calhas de PVC possuem um encaixe tipo macho/fêmea com anel de borracha que garante a estanqueidade.

As calhas de chapa de ferro galvanizados deverão ser rebitadas para garantia da resistência mecânica e estanhadas para garantir a estanqueidade.

NOTA: As tabelas de calhas e condutores acima já levam em consideração o envelhecimento das peças.

CALHA TIPO MOLDURA :

A Calha tipo Moldura é aquela que tem um perfil parecido com o desenho seguinte:

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Sua instalação se faz com o auxílio de Suportes de Ferro conforme o desenho seguinte:

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Deve-se tomar o cuidado da telha não invadir muito a seção da calha. É necessário fazer a manutenção periódica, removendo folhas e galhos de árvores.
O caimento da calha deve ser de pelo menos 2%. Com um caimento menor que isso, começa a acumular terra e areia.

CALHA TIPO MEIA-CANA :

A Calha tipo meia-cana é aquela que tem um perfil parecido com o desenho seguinte:

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Sua instalação se faz apoiando as abas sofre sarrafos conforme o desenho seguinte:

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Deve-se tomar o cuidado da telha não invadir muito a seção da calha. É necessário fazer a manutenção periódica, removendo folhas e galhos de árvores.
O caimento da calha deve ser de pelo menos 2%. Com um caimento menor que isso, começa a acumular terra e areia.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Glossário de pintura

Glossário de pintura

Fonte: http://www.wl.com.br/roseantonelli/artigos/glossario_de_pintura.htm

Imagem: www.modatintas.com.br

Acrílico
Polímero sintético usado como ligante em tintas e seladores de alto desempenho à base de água.

Aguarrás
Essência de terebintina, que pode ser utilizada como solvente ou como diluente.

Broxa
Pincel grande e arredondado, de pêlos ordinários, empregado em caiação e outros tipos de pintura mais rústica.

Corante (ou colorante)
Concentrado, na forma líquida ou em pó, adicionado à tinta para se obter uma determinada cor.

Cores análogas
No Círculo de Cores diz-se das cores que estão próximas uma da outra.

Cores complementares
No Círculo de Cores diz-se das cores que estão diretamente opostas.

Cores contrastantes
Diz-se das cores que estão separadas por pelo menos outras três no Círculo de Cores.

Cores neutras
Denominação geral para cores que geralmente combinam com outras. Ex. branco, bege e o cinza.

Cores personalizadas
Cores especiais feitas pela adição de corantes à tinta ou pela mistura de tintas de diferentes cores. Permite ao revendedor obter uma cor escolhida pelo cliente.

Cores primárias
Cores que não podem ser produzidas pela mistura de duas outras cores. São elas o vermelho, o amarelo e o azul.

Cores secundárias
Cores formadas pela mistura de duas cores primárias. São elas o laranja, o verde e o violeta.

Craquelê
Rachadura do esmalte da porcelana, ou do verniz, ou da pintura a óleo, por contração ou dilatação do substrato, formando um entrelaçamento irregular de fendas muito finas.

Cromatismo (valor cromático)
1. Base de uma cor, por exemplo, que faz com que ela seja verde ou vermelha.
2. Variações de tonalidade para uma mesma cor.

Diluente
Líquido adicionado a uma tinta para reduzir a sua viscosidade. Um diluente não é necessariamente um solvente para o ligante.

Dióxido de titânio
Pigmento branco, caro, de alta opacidade, usado como pigmento principal tanto em tintas látex como à base de solventes.

Emulsão
Mistura (geralmente leitosa) na qual um líquido é disperso (mas não dissolvido) em outro. O ligante de uma tinta é chamado de emulsão.

Envernizar
Passar uma fina camada de tinta para modificar a cor ou a permeabilidade de uma tinta aplicada anteriormente.

Esmalte
Verniz colorido ou tinta de alto brilho. O termo é usado para tintas de alta qualidade, resistentes ao pó (geralmente para uso em interiores) que podem ter um brilho que vai do acetinado ao brilhante. Esses revestimentos são usados em aplicações em cozinhas, banheiros, etc.

Espátula
Ferramenta usada aplicar e alisar massas na superfície a ser pintada.

Estêncil
Técnica decorativa de pintura baseada na repetição de padrões feitos em moldes vazados

Fosqueante (ou lixador líquido)
Produto químico líquido usado para eliminar o brilho de uma superfície pintada, tornando-a ligeiramente áspera, o que proporciona melhor adesão à tinta a ser aplicada em seguida.

Fundo selador
Tipo de fundo que elimina ou reduz a penetração da camada superior no substrato.

Fundo
A primeira camada de tinta aplicada num sistema de pintura. Muitos fundos são desenvolvidos para proporcionar uma adesão adequada entre a superfície e as camadas seguintes. A maioria dos fundos contém algum pigmento, alguns dão uniformidade ao acabamento, alguns impedem a corrosão do substrato e alguns impedem o desbotamento do acabamento

Gesso
Sulfato de cálcio natural usado como carga em tintas e na fabricação de placas.

Goma laca
Resina de cor alaranjada, solúvel em álcool, usada como selador e acabamento para pisos e fundos à base de álcool. (Em madeiras)

Gretar
Rachar como terra seca sob o efeito de sol muito forte.

Impermeabilizante
Substância que não se deixa atravessar por fluidos, especialmente pela água. Utilizado para impedir que a umidade do substrato atinja a superfície.

Laca
Revestimento à base de material termoplástico sintético dissolvido em solvente orgânico. Seca pela evaporação do solvente.

Látex
Dispersão fina de resina sólida em meio aquoso. Também usado para descrever tintas diluídas com água, cujo veículo principal é látex.

Ligante
Nas tintas e seladores é o componente que une as partículas de pigmento, formando um filme uniforme, contínuo e favorecendo sua adesão ao substrato. A natureza e a quantidade do ligante determinam, a maioria das propriedades de desempenho das tintas (lavabilidade, resistência, adesão, retenção de cor e durabilidade) e dos seladores (durabilidade, adesão e flexibilidade em baixas temperaturas).

Marmorização
Técnica de pintura decorativa que imita os veios do mármore.

Massa corrida
Massa muito maleável usada para formar uma superfície contínua entre duas peças ou para reparar furos, rachaduras ou outros defeitos. Depois de aplicada, ela é lixada antes de receber uma camada de pintura.

Óleo de linhaça
Óleo secante obtido do linho. É o óleo mais usado na indústria de tintas, principalmente em tintas domésticas e acabamentos para madeira.

Óleo vegetal
Óleo obtido de sementes e nozes de vegetais.

Pigmento
Substância em pó, um dos componentes básicos de uma tinta ou massa. Proporciona cor, poder de cobertura e massa à tinta.

Pincel
Objeto constituído de um tufo de pêlos ou de fibras fixado na extremidade dum cabo, e que se usa para aplicar tintas, verniz, cola, etc.

Pintura com esponja
Técnica de pintura em interiores na qual esponjas naturais são usadas para aplicar a última demão de tinta.

Poder de cobertura
Capacidade da tinta de encobrir uma superfície sobre a qual foi aplicada. O poder de cobertura vem do pigmento da tinta e depende da espessura da camada aplicada e do nivelamento.

Polímero
Material semelhante ao plástico produzido a partir de monômeros que, por sua vez, foram produzidos de álcoois e produtos petroquímicos. Alguns polímeros são usados como tinta látex e ligantes de seladores. As partículas de polímero do ligante são pequenas e suspensas em água. A mistura dessas partículas e água é conhecida por emulsão ou "látex".

PVA
Sigla em inglês para Acetato de polivinil. Ligante usado em tintas à base de água.

Removedor
Preparado, geralmente líquido, para tirar manchas do soalho, de roupas, etc., ou remover verniz, esmalte, tinta de uma superfície.

Resina
Material natural ou sintético utilizado como ligante numa tinta ou selador. O termo é usado geralmente para ligantes de tintas à base de óleo ou látex, como "resina alquídica" ou "resina acrílica".

Selador acrílico siliconizado
Semelhante a um selador acrílico, mas que contém em sua composição, pequenas quantidades, um silano o que melhora sua adesão sobre vidro e alumínio na presença de umidade.

Selador
Revestimento líquido que sela madeira, gesso, etc. e impede a absorção da tinta ou do verniz. Os seladores podem ser transparentes e também funcionar como fundos.

Silicone
Produto usado na fabricação de ligantes caracterizados por boa resistência ao calor, repelência de água e resistência química. Ingrediente-chave em seladores e na formulação de vários anti-espumantes para tintas látex.

Solúvel em água
Capacidade de uma tinta diluir-se em água ou em uma mistura de água e solvente.

Solvente
Líquido, geralmente volátil, no qual as partículas de tinta estão dissolvidas ou dispersas.

Substrato
Qualquer superfície sobre a qual é aplicado um revestimento.

Terebentina
Um óleo destilado do pinheiro, incolor e volátil. Antigamente usado como solvente para limpeza, mas que hoje foi substituído por solventes à base de álcool.

Thinner
Líquido que, junto com o ligante, forma o veículo da tinta.

Tinta
Revestimento geralmente opaco composto de ligante, líquidos, aditivos e pigmentos. Aplicada na forma líquida, seca para formar um filme contínuo que protege e embeleza o substrato.

Tinta à base de água
Tinta fabricada com látex acrílico, vinílico ou de outros tipos, e solúvel em água. Seca mais rapidamente que tintas a óleo, possui pouco odor, alguma permeabilidade ao vapor d'água e é fácil de limpar.

Tinta à base de óleo (ou tinta a óleo)
Tintas feitas com um óleo secante, como linhaça ou soja, como ligante, e aguarrás como solvente. Geralmente formam filmes duros, mas demoram mais para secar do que tintas látex.

Tinta fosca
Tinta com pouco ou nenhum brilho. Usada principalmente em paredes interiores, forros e áreas de paredes externas.

Tinta látex
Tinta à base de água feita com um ligante sintético, como acrílico, vinil acrílico, terpolímero vinílico ou estireno acrílico. Seca rapidamente e é fácil de limpar com água.

Trincha
Espécie de pincel largo.

Valor tonal
Grau de intensidade de uma cor que varia em diversas tonalidades, partindo do claro ao escuro.

Valor cromático
É a base de uma cor, responsável pelo seu cromatismo. Todos os verdes têm o mesmo valor cromático, que é o do verde.

Veículo
Porção líquida de uma tinta, na qual o pigmento está disperso. O veículo compõe-se de solvente e ligante.

Veio
Direção, tamanho, disposição e aparência das fibras na madeira ou em entalhes.

Verniz
Composição líquida que se converte em filme sólido e transparente depois de aplicado numa camada fina.

PS: Este glossário eu busquei de outro site, não é de minha autoria.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A Tubagem Infinita de Mo Ehsani

10 Setembro, 2012.

Fonte: Engenharia Civil .com

http://www.engenhariacivil.com/tubagem-infinita-mo-ehsani

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Um Professor do curso de Engenharia Civil da Universidade do Arizona criou um conceito que poderá revolucionar a indústria de fabrico de tubagens para construção civil. Mo Ehsani, utilizou polímeros reforçados com fibras (FRP)  – grelhas poliméricas recobertas com camadas de fibra de carbono impregnadas com resina epoxy – e um método construtivo inovador que, em teoria, permite criar uma tubagem de comprimento infinito.

A utilização de tubagens em construção civil recorre tradicionalmente à pré-fabricação, com betão, aço, ferro fundido ou polímeros, entre outros. As tubagens, de comprimento e diâmetro standard, são então transportadas para a obra e assentadas.

O sistema InfinitPipe, criado pelo Professor Ehsani, aposta no fabrico in-situ da tubagem, de acordo com as necessidades específicas da obra em termos de secção, de comprimento e alinhamento longitudinal da tubagem.

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O processo de fabrico do InfinitPipe consiste em envolver um molde tubular, de diâmetro ajustável, com camadas de grelha plástica e fibra de carbono ou fibra de vidro, impregnada com resina epoxy de secagem rápida. Após a secagem, a tubagem desenforma-se facilmente, podendo deslizar ao longo do molde e ser acrescentada uma nova secção. É esta particularidade do processo que permite o fabrico de tubagens sem juntas de assemblagem e, teoricamente, sem limite de comprimento.

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A ausência de juntas diminui radicalmente a probabilidade de fugas, o que é importante quando o líquido transportado é água, mas imprescindível quando se trata de águas residuais e fluidos inflamáveis ou tóxicos.

O processo prevê que o dispositivo de fabrico automático possa ser montado num veículo, que se vai movendo à medida que a tubagem é criada e assentada em obra.

Este processo é também mais sustentável, pois elimina a necessidade de transporte de tubagens para a obra. Apenas são transportados os materiais para fabrico, que possuem um peso bastante inferior aos materiais “tradicionais” – estas tubagens têm apenas 15% do peso de tubagens correntes com a mesma resistência.

Também os custos de manutenção são menores, uma vez que os FRP não estão sujeitos a corrosão e não necessitam de proteção catódica.

Ainda este ano, vai ser pela primeira vez utilizado o InfinitPipe em larga escala, numa obra de cerca de 11 milhões de dólares que faz parte do projeto de abastecimento de água de Navajo-Gallup.

Imagens: Universidade do Arizona, InfinitPipe, PipeMedic

Fonte: Universidade do Arizona, PipeMedic

domingo, 20 de janeiro de 2013

Fibrocimento de fibras de Eucalipto tem diversas vantagens

Por João Ortega - joao.ortega@usp.br

Publicado em 18/junho/2012

 

Fibras de eucalipto dentro do fibrocimento em aumento de 300 vezes

Experimentos realizados na USP de São Carlos comprovaram que as fibras de eucalipto podem substituir as fibras de amianto como componente do fibrocimento. O amianto é um produto não-renovável e que pode causar problemas de saúde para quem trabalha com ele. A alternativa ao material mais usada é a fibra de Pinus (espécie de pinheiro). Contudo, os testes mostraram que o uso das fibras de eucalipto tem custo menor em relação ao Pinus, além de ser biodegradável e de caráter renovável.

Os resultados foram obtidos na pesquisa de doutorado Fibras curtas Eucalipto para novas tecnologias em fibrocimento, do engenheiro Gustavo Henrique Denzin Tonoli, atualmente professor na Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais. O estudo foi orientado pelo professor Francisco Antonio Rocco Lahr, recebeu recentemente o Prêmio Capes 2011, que premia teses de doutorado no Brasil pela sua qualidade e originalidade. A tese foi apresentada no programa de pós-graduação Interunidades Ciências e Engenharia de Materiais (CEM) da USP, em São Carlos.

O fibrocimento é um produto de baixo custo amplamente utilizado para diversos materiais de construção civil como caixas d’água, paredes pré-fabricadas e telhas, entre outros. No Brasil, a fabricação desse produto chega a 2,5 milhões de toneladas por ano, correspondente a um mercado de aproximadamente R$ 2 bilhões.

“A pesquisa é multidisciplinar, trabalha com química, física e engenharia”, afirma Tonoli, ressaltando os diversos atributos que o fizeram receber o prêmio. “Ela também tem aspectos sociais e ambientais, de sustentabilidade, que são importantes”.

Vantagens

clip_image001Produção de fibrocimento chega a 2,5 bilhões de toneladas anuais no Brasil

As fibras de Eucalipto têm custo menor do que as de Pinus, o que é importante para o fibrocimento, que pretende ser um produto de baixo custo, podendo ser usado, por exemplo, em programas de habitação. Além disso, o Brasil é o maior produtor do mundo de polpa celulósica de Eucalipto.

Fibras de Eucalipto apresentam, em uma mesma massa, quatro vezes mais filamentos que as de Pinus. Isso acarreta em uma maior resistência do fibrocimento.  Além disso, existe uma melhoria nos aspectos econômicos e ambientais em relação ao Pinus: “A questão da maior quantidade de filamentos faz com que as máquinas que fazem o fibrocimento tenham o mesmo ou até melhor desempenho, gastando menos energia”, explica o engenheiro.

Reconhecimento

No dia 6 de junho, a pesquisa de Tonoli estava entre as ganhadoras anunciadas da edição de 2011 do Prêmio Capes. Na sede da Capes, em Brasília, no dia 11 de julho, haverá a cerimônia de entrega da premiação. Além disso, acontece também o anúncio dos três vencedores do Grande Prêmio Capes de Tese. O engenheiro concorre na área de Engenharias e Ciências Exatas e da Terra.

Porém, esta não foi a única premiação recebida pela pesquisa. Na própria banca de defesa de doutorado, o estudo recebeu Menção de Louvor. O Prêmio Excelência em Construção Sustentável, organizado pela empresa Holcim e a Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (Antac), também foi ganho pela tese. No Prêmio Brasil de Engenharia 2010, a pesquisa ficou em primeiro lugar com louvor na categoria “Construção Sustentável”.

Imagens: cedidas pelo pesquisador

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Avaliação de Edificações

imageAvaliação de Edificações:

Diagnósticos de manifestações patológicas das áreas condominiais e fachada principal de prédio Residencial…

Monografia (em PDF –arquivo protegido)

 

Download:  http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/24130/000741768.pdf?sequence=1

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Reciclagem de concreto feita com raios

Meio ambiente

Reciclagem de cimento e concreto é feita com raios

Redação do Site Inovação Tecnológica - 04/10/2012

 

Concreto é reciclado com raios

Engenheiros alemães estão usando raios para desmontar o concreto e reciclar seus componentes.[Imagem: Fraunhofer IBP]

Emissões concretas

Milhares de caçambas trafegam todos os dias pelas grandes e pequenas cidades do mundo todo, levando para descarte milhões de toneladas de pedaços de concreto retirados de obras e demolições.

O impacto sobre o meio ambiente, e o custo das novas construções, seriam muito menores se fosse possível reciclar esse concreto.

Para se ter uma ideia do impacto das emissões de CO2 geradas pela produção de cimento, basta ver que a produção de uma tonelada de cimento libera de 650 a 700 quilogramas de dióxido de carbono.

Isto significa que de 8 a 15 por cento da emissão anual global de CO2 é devida unicamente à fabricação de concreto.

E, até hoje, não existe uma solução ideal para a reciclagem do concreto descartado.

O que existe hoje é o chamado downcycling, com a reutilização de uma parte do material em aplicações menos nobres, cuja qualidade deteriora a cada reutilização.

Reciclagem do concreto e cimento

Não satisfeito com a situação, o Dr. Volker Thome, do Instituto de Física das Construções, em Holzkirchen, na Alemanha, foi buscar inspiração em uma técnica explosiva criada por pesquisadores russos nos anos 1940.

Ele queria eliminar o maior problema de todas as tentativas feitas até agora de reciclar o concreto e o cimento: a enorme quantidade de poeira gerada na moagem do material.

Além disso, seu interesse é obter de volta as partículas de brita incorporadas no concreto, e reutilizá-las sem perda de qualidade, para o que a moagem não é uma solução adequada.

Para alcançar esses objetivos, Thome reviveu um método desenvolvido por cientistas russos na década de 1940, mas que depois foi abandonado: a fragmentação eletrodinâmica.

Esta técnica permite que concreto seja dividido em seus componentes individuais - agregado e cimento.

Força dielétrica

O método de "desmontagem" do concreto consiste em uma autêntica tempestade de raios, rompendo o concreto com descargas elétricas.

"Normalmente um raio prefere viajar através do ar ou da água, e não através de sólidos," explica Thomas. Mas, para que o raio exploda o concreto, é necessário garantir que ele atinja e penetre no aglomerado.

Mais de 70 anos atrás, cientistas russos descobriram que a força dielétrica, isto é, a resistência de um fluido ou sólido a um impulso elétrico, não é uma constante física, mas varia com a duração do raio.

"Com uma descarga extremamente curta - menos de 500 nanossegundos - a água atinge imediatamente uma força dielétrica mais alta do que a maioria dos sólidos," explica Thome.

Isto significa que, se o concreto estiver imerso em água e for atingido por uma descarga de 150 nanossegundos, o raio vai correr através do sólido, e não através da água.

Fragmentação eletrodinâmica

Esta é a essência do método.

No concreto, o raio corre ao longo do caminho de menor resistência, a fronteira entre os componentes que o formam, ou seja, entre o cascalho e o cimento.

O primeiro impulso enfraquece mecanicamente o material. Em seguida, forma-se um canal de plasma no concreto que cresce durante alguns milésimos de segundo, produzindo uma onda de pressão de dentro para fora.

"A força dessa onda de pressão é comparável com uma pequena explosão", diz Thome.

O concreto é dilacerado e dividido em seus componentes básicos, estando todos prontos para reúso.

No experimento em escala de laboratório, os pesquisadores já conseguem processar uma tonelada de resíduos de concreto por hora.

"Para trabalhar de forma eficiente, nosso objetivo é atingir um processamento de pelo menos 20 toneladas por hora," diz Thome.

Segundo ele, a expectativa é que, dentro de dois anos, o sistema possa estar operando em escala industrial, pronto para lançamento no mercado.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Sinalização de segurança na construção civil

Work Safety - Segurança e Meio Ambiente

http://worksafety.blogspot.com.br/2012/03/importancia-da-sinalizacao-de-seguranca.html

 

Importância da sinalização de segurança para a construção civil

Qual é a importância da sinalização de segurança nos locais de trabalho?

A importância da sinalização de segurança nos locais de trabalho é, sem dúvida, uma das medidas mais importantes de prevenção dos riscos profissionais, uma vez que estimula e desenvolve a atenção do trabalhador para os riscos a que está exposto, e permite-lhe recordar as instruções e os procedimentos adequados em situações de risco.

O que é sinalização de segurança?

Entende-se por sinalização de segurança aquela sinalização que está relacionada com um objeto, uma atividade ou uma determinada situação, suscetíveis de provocar determinados perigos para o trabalhador.Esta sinalização fornece uma indicação relativa à segurança no trabalho, através de uma placa com forma e cor característica, de um sinal luminoso, de um sinal acústico, ou através da comunicação verbal ou gestual.

Qual é o objetivo da sinalização de segurança?

A sinalização tem por objetivo alertar sobre a existência de perigo que possa expor o trabalhador e/ou patrimônio (equipamentos e edifícios) ao risco de danos físicos. Por isso precisa ser posicionada onde possa ser visualizada sem a necessidade de iluminação e ser de fácil identificação e distinção.

Qual deve ser a prioridade de um projeto de sinalização de segurança?

A prioridade de um projeto de sinalização é a de transmitir para os trabalhadores, de forma resumida, clara e objetiva, as informações desejadas. Existe sinalização cuja função é orientar, indicar o caminho a ser percorrido pelo usuário ao seu destino. Trata-se, em suma, de uma sinalização orientadora, a exemplo da sinalização de um aeroporto, de uma rodoviária, etc. Outro tipo de sinalização tem a tarefa de alertar, em face de uma situação de risco. Poderíamos denominá-la de sinalização preventiva, pois permite ao trabalhador evitar a ocorrência de um possível acidente.

A sinalização bem planejada e executada é uma forma eficiente de prevenir acidentes no ambiente de trabalho.  O objetivo de uma sinalização é chamar a atenção e comunicar a existência de uma fonte de risco e de perigo. Para sinalizar com objetividade, eficácia e clareza, são utilizados recursos auxiliares de fundamental importância como pictogramas (sinal ou símbolo) e as cores.  Os pictogramas obedecem ao sistema internacional padronizado de pictogramas, aceitos no mundo inteiro, para comunicar perigos e ações sem o uso das palavras, facilitando a compreensão e memorização.

O que é uma sinalização ou cor de segurança?

  • Sinalização de segurança é uma sinalização que, relacionada com um objeto ou uma situação determinada, fornece uma indicação relativa à segurança por meio de uma cor ou de um sinal de segurança;
  • Cor de segurança é uma cor à qual é atribuído um significado determinado, relacionado com a segurança.

Quais requisitos devem ser considerados no desenvolvimento de um símbolo de segurança?

  • Possuir contornos fortes para atrair a atenção;
  • Ser simples e de fácil entendimento;
  • Ser completo e não em parte;
  • Não possuir duplo sentido;
  • Ser simétrico, se possível.

Há riscos nos canteiros de obras da construção civil?

Apesar de existirem normas e estudos sobre a sinalização de segurança e sua aplicação, na verdade o que percebemos nos canteiros de obra é a ausência de elementos gráficos indicadores de perigo. Assim temos uma combinação perigosa entre a negligência e a falta de consciência, em um ambiente onde os níveis de risco e os índices de acidentes são elevados. Por exemplo, uma pratica errônea é o transporte de peso em excesso, o qual ao longo do tempo poderá causar problemas na coluna.                                        

Quais os tipos de sinalizações visuais utilizadas na construção civil?

  • Sinalização de perigo: para sinalizar unicamente perigos específicos.                                               
  • Sinalização de precaução:identifica possíveis perigos ou práticas inseguras.                         
  • Sinalização de instrução de segurança:informações sobre prática segura de ordem geral. Nos locais onde, temporária ou permanentemente, os pavimentos tenham, por exemplo, saliências (tubos, cavilhas, parafusos) ou depressões (aberturas nos pavimentos, lombas, sulcos) será necessário recorrer a este sinal, caso não sejam possíveis outras formas de obviar tais perigos.
  • Nos locais que, devido à sua funcionalidade, não podem comportar guarda-corpos ou barreiras devem ser sinalizados, nomeadamente os cais de carga e descarga, as rampas e os alçapões.
  • Sempre que exista risco de queda de materiais, deverá utilizar-se o sinal abaixo. No caso de gruas de funcionamento programado, não basta delimitar as zonas de operações. Nesses trabalhos, como não existe uma pessoa a comandar os movimentos, devem ser tomadas precauções impedindo o acesso a essas zonas. Deverá também ser utilizado noutros locais onde funcionam cadeias sem-fim de transporte de peças, nomeadamente na construção civil, matadouros e indústria automóvel.
  • Embora o símbolo do sinal abaixo represente um carro transportador com condutor, deverá aplicar-se a todos os veículos utilizados, com ou sem motor, sendo certo que os maiores riscos derivam dos motorizados. Será utilizado prioritariamente nos cruzamentos das vias onde estes carros se movimentam ou onde a visibilidade é reduzida. Recomenda-se também o uso em certas empresas que utilizam veículos sem condutor, embora possuindo dispositivos suplementares de segurança como paragem frente a obstáculos.
  • Deve-se usar cintos de segurança em atividades ou locais de trabalho como montagem de pré-fabricados, trabalhos em andaimes e em postes. 

Quais são os principais sinais de segurança?

  • Cor de segurança - cor à qual é atribuído um determinado significado.
  • Placa - o sinal que combina uma forma geométrica core e um símbolo ou pictograma, visando fornecer uma indicação cuja visibilidade deva ser garantida por iluminação adequada.
  • Placa adicional - placa utilizada em conjunto com outra placa e que fornece indicações complementares a esta.
  • Símbolo ou pictograma - a imagem que descreve uma situação ou impõe um determinado comportamento e que é utilizada numa placa ou superfície luminosa.
  • Sinal acústico - o sinal sonoro codificado, emitido e difundido por um dispositivo específico, sem recurso à voz, humana ou sintética.
  • Sinal de aviso - o sinal que adverte de um perigo ou de um risco.
  • Sinal gestual - o movimento, uma posição dos braços ou das mãos, ou qualquer combinação entre eles, que, através de uma forma codificada, oriente a realização de manobras que representem risco/ perigo para os trabalhadores.
  • Sinal de indicação - o sinal que fornece indicações não abrangidas por sinais de proibição, aviso, obrigação e de salvamento ou de socorro.
  • Sinal luminoso - o sinal emitido por um dispositivo composto por materiais transparentes ou translúcidos, iluminados a partir do interior ou pela retaguarda, de modo a transformá-lo numa superfície luminosa.
  • Sinal de obrigação - o sinal que impõe certo comportamento.
  • Sinal de proibição - o sinal que proíbe um comportamento.
  • Sinal de salvamento ou de socorro - o sinal que dá indicações sobre saídas de emergência ou meios de socorro ou salvamento.
  • Sinalização de segurança e de saúde - a sinalização relacionada com um objeto, uma atividade ou uma situação determinada, que fornece uma indicação ou uma prescrição relativa à segurança ou a saúde no trabalho, ou a ambas, por intermédio de uma placa, uma cor, um sinal luminoso ou acústico, uma comunicação verbal ou um sinal gestual.

Quais são os significados e aplicações das cores na sinalização?

Para se compreender o sinal de segurança rapidamente ou com um simples olhar e sem confusão possível, os sinais têm pictogramas e cores diferentes consoantes o seu significado.

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Qual a legislação aplicável na utilização da sinalização de segurança?

A Norma Regulamentadora NR-26 - Sinalização de Segurança - tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes, identificando os equipamentos de segurança, delimitando áreas, identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases e advertindo contra riscos.

Outro instrumento legal que se refere ao assunto é o Decreto Lei nº 141, de 14 de Junho de 1995. Que estabelece Normas Técnicas de execução. Colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho.

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Veja mais sobre este assunto:

Norma Regulamentadora nº 26 (NR-26)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Sinalização de segurança na construção civil

Work Safety - Segurança e Meio Ambiente

http://worksafety.blogspot.com.br/2012/03/importancia-da-sinalizacao-de-seguranca.html

 

Importância da sinalização de segurança para a construção civil

Qual é a importância da sinalização de segurança nos locais de trabalho?

A importância da sinalização de segurança nos locais de trabalho é, sem dúvida, uma das medidas mais importantes de prevenção dos riscos profissionais, uma vez que estimula e desenvolve a atenção do trabalhador para os riscos a que está exposto, e permite-lhe recordar as instruções e os procedimentos adequados em situações de risco.

O que é sinalização de segurança?

Entende-se por sinalização de segurança aquela sinalização que está relacionada com um objeto, uma atividade ou uma determinada situação, suscetíveis de provocar determinados perigos para o trabalhador.Esta sinalização fornece uma indicação relativa à segurança no trabalho, através de uma placa com forma e cor característica, de um sinal luminoso, de um sinal acústico, ou através da comunicação verbal ou gestual.

Qual é o objetivo da sinalização de segurança?

A sinalização tem por objetivo alertar sobre a existência de perigo que possa expor o trabalhador e/ou patrimônio (equipamentos e edifícios) ao risco de danos físicos. Por isso precisa ser posicionada onde possa ser visualizada sem a necessidade de iluminação e ser de fácil identificação e distinção.

Qual deve ser a prioridade de um projeto de sinalização de segurança?

A prioridade de um projeto de sinalização é a de transmitir para os trabalhadores, de forma resumida, clara e objetiva, as informações desejadas. Existe sinalização cuja função é orientar, indicar o caminho a ser percorrido pelo usuário ao seu destino. Trata-se, em suma, de uma sinalização orientadora, a exemplo da sinalização de um aeroporto, de uma rodoviária, etc. Outro tipo de sinalização tem a tarefa de alertar, em face de uma situação de risco. Poderíamos denominá-la de sinalização preventiva, pois permite ao trabalhador evitar a ocorrência de um possível acidente.

A sinalização bem planejada e executada é uma forma eficiente de prevenir acidentes no ambiente de trabalho.  O objetivo de uma sinalização é chamar a atenção e comunicar a existência de uma fonte de risco e de perigo. Para sinalizar com objetividade, eficácia e clareza, são utilizados recursos auxiliares de fundamental importância como pictogramas (sinal ou símbolo) e as cores.  Os pictogramas obedecem ao sistema internacional padronizado de pictogramas, aceitos no mundo inteiro, para comunicar perigos e ações sem o uso das palavras, facilitando a compreensão e memorização.

O que é uma sinalização ou cor de segurança?

  • Sinalização de segurança é uma sinalização que, relacionada com um objeto ou uma situação determinada, fornece uma indicação relativa à segurança por meio de uma cor ou de um sinal de segurança;
  • Cor de segurança é uma cor à qual é atribuído um significado determinado, relacionado com a segurança.

Quais requisitos devem ser considerados no desenvolvimento de um símbolo de segurança?

  • Possuir contornos fortes para atrair a atenção;
  • Ser simples e de fácil entendimento;
  • Ser completo e não em parte;
  • Não possuir duplo sentido;
  • Ser simétrico, se possível.

Há riscos nos canteiros de obras da construção civil?

Apesar de existirem normas e estudos sobre a sinalização de segurança e sua aplicação, na verdade o que percebemos nos canteiros de obra é a ausência de elementos gráficos indicadores de perigo. Assim temos uma combinação perigosa entre a negligência e a falta de consciência, em um ambiente onde os níveis de risco e os índices de acidentes são elevados. Por exemplo, uma pratica errônea é o transporte de peso em excesso, o qual ao longo do tempo poderá causar problemas na coluna.                                        

Quais os tipos de sinalizações visuais utilizadas na construção civil?

  • Sinalização de perigo: para sinalizar unicamente perigos específicos.                                               
  • Sinalização de precaução:identifica possíveis perigos ou práticas inseguras.                         
  • Sinalização de instrução de segurança:informações sobre prática segura de ordem geral. Nos locais onde, temporária ou permanentemente, os pavimentos tenham, por exemplo, saliências (tubos, cavilhas, parafusos) ou depressões (aberturas nos pavimentos, lombas, sulcos) será necessário recorrer a este sinal, caso não sejam possíveis outras formas de obviar tais perigos.
  • Nos locais que, devido à sua funcionalidade, não podem comportar guarda-corpos ou barreiras devem ser sinalizados, nomeadamente os cais de carga e descarga, as rampas e os alçapões.
  • Sempre que exista risco de queda de materiais, deverá utilizar-se o sinal abaixo. No caso de gruas de funcionamento programado, não basta delimitar as zonas de operações. Nesses trabalhos, como não existe uma pessoa a comandar os movimentos, devem ser tomadas precauções impedindo o acesso a essas zonas. Deverá também ser utilizado noutros locais onde funcionam cadeias sem-fim de transporte de peças, nomeadamente na construção civil, matadouros e indústria automóvel.
  • Embora o símbolo do sinal abaixo represente um carro transportador com condutor, deverá aplicar-se a todos os veículos utilizados, com ou sem motor, sendo certo que os maiores riscos derivam dos motorizados. Será utilizado prioritariamente nos cruzamentos das vias onde estes carros se movimentam ou onde a visibilidade é reduzida. Recomenda-se também o uso em certas empresas que utilizam veículos sem condutor, embora possuindo dispositivos suplementares de segurança como paragem frente a obstáculos.
  • Deve-se usar cintos de segurança em atividades ou locais de trabalho como montagem de pré-fabricados, trabalhos em andaimes e em postes. 

Quais são os principais sinais de segurança?

  • Cor de segurança - cor à qual é atribuído um determinado significado.
  • Placa - o sinal que combina uma forma geométrica core e um símbolo ou pictograma, visando fornecer uma indicação cuja visibilidade deva ser garantida por iluminação adequada.
  • Placa adicional - placa utilizada em conjunto com outra placa e que fornece indicações complementares a esta.
  • Símbolo ou pictograma - a imagem que descreve uma situação ou impõe um determinado comportamento e que é utilizada numa placa ou superfície luminosa.
  • Sinal acústico - o sinal sonoro codificado, emitido e difundido por um dispositivo específico, sem recurso à voz, humana ou sintética.
  • Sinal de aviso - o sinal que adverte de um perigo ou de um risco.
  • Sinal gestual - o movimento, uma posição dos braços ou das mãos, ou qualquer combinação entre eles, que, através de uma forma codificada, oriente a realização de manobras que representem risco/ perigo para os trabalhadores.
  • Sinal de indicação - o sinal que fornece indicações não abrangidas por sinais de proibição, aviso, obrigação e de salvamento ou de socorro.
  • Sinal luminoso - o sinal emitido por um dispositivo composto por materiais transparentes ou translúcidos, iluminados a partir do interior ou pela retaguarda, de modo a transformá-lo numa superfície luminosa.
  • Sinal de obrigação - o sinal que impõe certo comportamento.
  • Sinal de proibição - o sinal que proíbe um comportamento.
  • Sinal de salvamento ou de socorro - o sinal que dá indicações sobre saídas de emergência ou meios de socorro ou salvamento.
  • Sinalização de segurança e de saúde - a sinalização relacionada com um objeto, uma atividade ou uma situação determinada, que fornece uma indicação ou uma prescrição relativa à segurança ou a saúde no trabalho, ou a ambas, por intermédio de uma placa, uma cor, um sinal luminoso ou acústico, uma comunicação verbal ou um sinal gestual.

Quais são os significados e aplicações das cores na sinalização?

Para se compreender o sinal de segurança rapidamente ou com um simples olhar e sem confusão possível, os sinais têm pictogramas e cores diferentes consoantes o seu significado.

Cor

Significado

Indicações

Vermelho

Sinal de Proibição

Atitudes perigosas

Perigo - Alarme

Stop, pausa, dispositivos de corte de emergência

Material e equipamento de combate a incêndios

Indicação e localização

Amarelo ou Amarelo-alaranjado

Sinal de Aviso

Atenção, precaução, verificação

Azul

Sinal de Obrigação

Comportamento ou ação específica, obrigação de utilizar EPI´s

Verde

Sinal de Salvamento ou de Socorro

Portas, saídas, vias, material, postos, locais específicos

Situação de Segurança

Regresso à normalidade

Qual a legislação aplicável na utilização da sinalização de segurança?

A Norma Regulamentadora NR-26 - Sinalização de Segurança - tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes, identificando os equipamentos de segurança, delimitando áreas, identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases e advertindo contra riscos.

Outro instrumento legal que se refere ao assunto é o Decreto Lei nº 141, de 14 de Junho de 1995. Que estabelece Normas Técnicas de execução. Colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho.

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Veja mais sobre este assunto:

Norma Regulamentadora nº 26 (NR-26)

domingo, 24 de junho de 2012

Dimensionamento de circuitos

Dimensionamento de circuitos (Guia Eletricidade Moderna)

Guia da Eletricidade Moderna para dimensionamento de circuitos baseado na NBR – 5410

Arquivo em PDF (Protegido – não permite copiar)

Download: http://www.coisarada.net/downloads/doc_download/66-dimensionamento-de-circuitos-guia-eletricidade-moderna.html

INTRODUÇÃO À PAVIMENTAÇÃO

imageTIPOS DE PAVIMENTO. Os pavimentos podem ser divididos basicamente

em dois grupos: flexível e rígido. Os pavimentos flexíveis ...

Download: www.dtt.ufpr.br/Pavimentacao/Notas/mod1Introducao.pdf

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Restrições ao tecnólogo em concursos públicos

Tecnólogos! Acionem a Justiça e o Ministério Público em prol de seus direitos

Posted: 17 Jun 2012 09:29 AM PDT

Por Moacir Garcia

Atenção Tecnólogos!

Solicito aos senhores que, ao identificarem concursos públicos ou processos seletivos que restrinjam nossa atuação, sigam os procedimentos abaixo:

1) entrem em contato com Associações e Sindicatos de Tecnólogos de seus Estados para verificar o que essas entidades estão fazendo a esse respeito;

2) para aqueles que são registrados em Conselho de Classe, como CRA e CREA, por exemplo, acionem esses Conselhos para as providências cabíveis, pois para pagarmos anuidade somos profissionais iguais aos demais ali registrados;

3) leiam meus artigos e matérias aqui publicados para embasar ações contra essas arbitrariedades contra nossa categoria. Neles há legislação pertinente e decisões judiciais que favorecem nossa classe; e

4) mandem-me o edital e demais informações para meu e-mail (encontra-se no blog Tecnólogo & Educação) para eu informar às Entidades Sindicais e Associativas em defesa do Tecnólogo.

Nesse sentido, segue abaixo uma intervenção do Ministério Público Federal em Pernambuco contra restrições ao profissional tecnólogo em concursos públicos:

“ MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

Procuradoria da República em Pernambuco

Promoção de Arquivamento nº 2104/2010

Trata-se de Procedimento Administrativo instaurado nesta Procuradoria da República a partir de remessa do Ministério Público do Estado de Pernambuco, noticiando possíveis irregularidades perpetradas pela Fundação Cesgranrio, na execução do Concurso Público para provimento de cargos do Banco Central do Brasil – Edital nº 01 de 2009, consistente na alteração do critério de avaliação dos títulos para o cargo de Analista área 1 – Informática, que passou a estabelecer como passível de pontuação de título apenas os candidatos que possuírem diploma de curso superior (graduação plena), na área de informática.

 

Alega o representante que, a partir da Lei nº 9.394/96, o ensino superior somente possui três formas de graduação, quais sejam, licenciatura, bacharelado e graduação tecnológica. Assim, de acordo com a Nota Técnica MEC/DPAI nº 001/2007, as graduações tecnológicas, ou Cursos Superiores de Tecnologia conferem o mesmo grau que as demais formas, cujos diplomas têm validade nacional de nível superior, e, estes cursos estão sujeitos aos mesmos processos de avaliação e regulação da educação superior, inclusive ao Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES. (grifo meu).

Oficiada, a Cesganrio informou que a exigência de diploma ou certificado de conclusão de curso superior, graduação plena, constou do edital do concurso e não dos editais de retificação que mantiveram a exigência.

Acrescentou que o representante, o Sr. Jonas Cesar de Souza Pontes, não tem interesse no certame porque não se inscreveu às vagas destinadas ao cargo de Analista.

Observo, inicialmente, que a disposição referente à graduação plena somente foi prevista no edital retificado, publicado posteriormente à versão original do edital, consoante pode ser conferido na página eletrônica do BACEN. Todavia, tal circunstância é irrelevante para análise da questão tratada neste procedimento, que diz respeito à possível contrariedade à orientação traçada pelo MEC por meio de Nota Técnica, segundo a qual não há distinção entre bacharelado, licenciatura e graduação tecnológica, não mais existindo sequer o conceito de graduação plena. (grifo meu)

Da mesma forma é irrelevante a participação do representante no concurso, vez que a atuação do Ministério Público não se destina a defesa de interesses meramente individuais, mas sim a defesa coletiva de interesses, ainda que classificados como individuais homogêneos, como na hipótese em questão, em que está em jogo o interesse de todos os candidatos que concorreram a vagas do cargo de Analista Área 1. Novamente oficiada a Fundação Cesgranrio, bem como o Banco Central do Brasil – BACEN, informaram que sete candidatos haviam encaminhado certificados ou declarações de conclusão de curso superior com a denominação Tecnólogo, que não foram considerados pela Fundação como títulos.

Tendo em vista patente desconformidade da atuação da Fundação Cesgranrio e do Banco Central do Brasil – BACEN, encaminhou-se à Fundação Cesgranrio e ao Banco Central do Brasil – BACEN recomendação para que se comprometessem a retificar o Edital nº 01/2009, com base na Nota Técnica DPAI nº 01/2007. De acordo com essa nota técnica, classificação da educação escolar brasileira em graduação curta, longa e plena foi extinta, possuindo o ensino superior atualmente apenas graduações, o qual confere o mesmo grau entre as formas Licenciatura, Bacharelado e Graduação Tecnológica, cujos diplomas têm validade nacional de nível superior. Dessa forma, os certificados e declarações de conclusão de curso superior de tecnólogos, encaminhados por ocasião do certame, deveriam ser avaliados e considerados como título.

Recomendou-se, ainda, que fosse observada, a partir de então, em todos os editais a Nota Técnica DPAI nº 01/2007. Em resposta, o BACEN frisou, inicialmente, que a recomendação ministerial estaria restrita ao cargo de analista da “Área 1”, referente à tecnologia da informação. Informou que, em atendimento à Recomendação 31/2010/2º OTC/PRPE de 09 de novembro de 2010, reviu a situação de cada um dos 07 candidatos que apresentaram certificados ou declarações de conclusão de curso superior com a denominação de Tecnólogo. Feita a devida reclassificação, apenas 03 candidatos foram aprovados, tendo os demais sido eliminados por motivos outros que não a desconsideração do diploma de Tecnólogo. Acrescentou que será providenciada a divulgação do novo resultado final; deixando, entretanto, de proceder à alteração do instrumento convocatório do certame, por entender que o edital já produziu todos os seus efeitos. Por fim, esclareceu que, em procedimentos futuros, serão adotadas as orientações do Ministério da Educação com relação ao tema. (grifo meu)

Assim, entendo que restou comprovado que o Banco Central do Brasil – BACEN, acatou as determinações da Recomendação nº. 31/2010 de maneira a efetivar os preceitos da Lei nº 9.394/96 e da Nota Técnica MEC/DPAI nº 001/2007. (grifo meu)

Desta feita, o presente procedimento atingiu por completo o seu objetivo, de modo a esgotar a atuação deste Ministério Público Federal na matéria.

Ante o exposto, decido pelo arquivamento dos presentes autos, determinando à DTCC:

a) que informe a representante sobre a presente decisão, cientificando-a que terá prazo de 10 dias para, querendo, apresentar recurso dirigido ao 2º OTC (oportunidade na qual, eventualmente, poderá manifestar-se sobre as requisições anteriores), o qual, em caso de não retratação, será encaminhado à competente Câmara de Coordenação e Revisão para apreciação;

b) que, em seguida, encaminhe os autos à 1ª Câmara de Coordenação e Revisão, para fins de revisão, no prazo estipulado no § 2º do art. 17 da Resolução CSMPF nº 87, de 2006.

 

Recife, 09 de dezembro de 2010.

 

MONA LISA DUARTE ABDO AZIZ ISMAIL

Procuradora da República

Fonte: Ministério Público Federal em Pernambuco

domingo, 17 de junho de 2012

RELATÓRIO

imagePor relatório deve-se entender o documento que apresenta a síntese dos trabalhos das mais variadas espécies…

www.waldirdepinhoveloso.com

Waldir de Pinho Veloso

Sumário: 1 Introdução e Definição; 2 Relatório de Pesquisas Científicas; 3 Relatório de Atividades Escolares; 4 Relatório Comercial; 5 Relatório Administrativo; 6 Relatório de Prestação de Contas; 7 Tipos de Relatórios; 8 Bibliografia.

Downloadhttp://www.waldirdepinhoveloso.com/artigos/relatorio.pdf

Como elaborar um Relatório Técnico-Científico (RTC)

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imageCompiladores - Rosemary Passos e Gildenir Carolino Santos

Publicação eletrônica registrada no ISBN: 85-86091- (em curso)

http://143.106.58.49/relat2.html

SUMÁRIO

1. CONCEITO DE RELATÓRIO

2. OBJETIVOS

3. TIPOS DE RELATÓRIOS

4. RELATÓRIO TÉCNICO-CIENTÍFICO

5. FASE DE UM RELATÓRIO

6. ESTRUTURA DO RELATÓRIO TÉCNICO-CIENTÍFICO

6.1 Capa

6.2 Falsa folha de rosto

6.3 Verso da falsa folha de rosto

6.4 Errata

6.5 Folha de rosto

6.6 Sumário

6.7 Listas de tabelas, ilustrações, abreviaturas, siglas e símbolos

6.8 Resumo

6.9 Texto

6.10 Anexo (ou Apêndice)

6.11 Referências bibliográficas

6.12 Apresentação gráfica

6.13 Negrito, grifo ou itálico

6.14 Medidas de formatação do relatório

7. CONCLUSÃO

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

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1. CONCEITO DE RELATÓRIO

"É a exposição escrita na qual se descrevem fatos verificados mediante pesquisas ou se historia a execução de serviços ou de experiências. É geralmente acompanhado de documentos demonstrativos, tais como tabelas, gráficos, estatísticas e outros." (UFPR, 1996)

2. OBJETIVOS

De um modo geral, podemos dizer que os relatórios são escritos com os objetivos:

  • divulgar os dados técnicos obtidos e analisados;
  • registrá-los em caráter permanente.

3. TIPOS DE RELATÓRIOS

Os relatórios podem ser dos seguintes tipos:

  • técnico-científicos;
  • de viagem;
  • de estágio;
  • de visita;
  • administrativos;
  • e fins especiais.

4. RELATÓRIO TÉCNICO-CIENTÍFICO

É o documento original pelo qual se faz a difusão da informação corrente, sendo ainda o registro permanente das informações obtidas. É elaborado principalmente para descrever experiências, investigações, processos, métodos e análises.

5. FASE DE UM RELATÓRIO

Geralmente a elaboração do relatório passa pelas seguintes fases:

a) plano inicial: determinação da origem, preparação do relatório e do programa de seu desenvolvimento;

b) coleta e organização do material: durante a execução do trabalho, é feita a coleta, a ordenação e o armazenamento do material necessário ao desenvolvimento do relatório.

c) redação: recomenda-se uma revisão crítica do relatório, considerando-se os seguintes aspectos: redação (conteúdo e estilo), sequência das informações, apresentação gráfica e física.

6. ESTRUTURA DO RELATÓRIO TÉCNICO-CIENTÍFICO

Os relatórios técnico-científicos constituem-se dos seguintes elementos:

6.1 Capa

6.2 Falsa folha de rosto

6.3 Verso da falsa folha de rosto

6.4 Errata

6.5 Folha de rosto

6.6 Sumário

6.7 Listas de tabelas, ilustrações, abreviaturas, siglas e símbolos

6.8 Resumo

6.9 Texto

6.10 Anexo (ou Apêndice)

6.11 Referências bibliográficas

6.12 Apresentação gráfica

6.13 Negrito, grifo ou itálico

6.14 Medidas de formatação do relatório

6.1 Capa

Deve conter os seguintes elementos:

  • Nome da organização responsável, com subordinação até o nível da autoria;
  • Título;
  • Subtítulo se houver;
  • Local;
  • Ano de publicação, em algarismo arábico.

6.2 Falsa folha de rosto

Precede a folha de rosto. Deve conter apenas o título do relatório.

6.3 - Verso da falsa folha de rosto

Nesta folha elabora-se padronizadamente, a "Ficha catalográfica" (solicite auxílio ao Bibliotecário da sua área, para a confecção da mesma). Exemplo:

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6.4 Errata

Lista de erros tipográficos ou de outra natureza, com as devidas correções e indicação das páginas e linhas em que aparecem. É geralmente impressa em papel avulso ou encartado, que se anexa ao relatório depois de impresso.

6.5 Folha de rosto

É a fonte principal de identificação do relatório, devendo conter os seguintes elementos:

a) nome da organização responsável, com subordinação até o nível de autoria;

b) título;

c) subtítulo, se houver;

d) nome do responsável pela elaboração do relatório;

e) local;

f) ano da publicação em algarismos arábicos

6.6 Sumário

Denominado Contents em inglês, Table des Metières em francês, Contenido em espanhol, é a relação dos capítulos e seções no trabalho, na ordem em que aparecem. Não deve ser confundido com:

a) índice: relação detalhada dos assuntos, nomes de pessoas, nomes geográficos e outros, geralmente em ordem alfabética;

b) resumo: apresentação concisa do texto, destacando os aspectos de maior interesse e importância;

c) listas: é a enumeração de apresentação de dados e informação (gráficos, mapas, tabelas) utilizados no trabalho.

6.7 Listas de tabelas, ilustrações, abreviaturas, siglas e símbolos

Listas de tabelas e listas de ilustrações são as relações das tabelas e ilustrações na ordem em que aparecem no texto.

As listas têm apresentação similar a do sumário. Quando pouco extensas, as listas podem figurar sequencialmente na mesma página.

6.8 Resumo

Denominado Resumé em francês, Abstracts em inglês, Resumen em espanhol, é a apresentação concisa do texto, destacando os aspectos de maior importância e interesse. Não deve ser confundido com Sumário, que é uma lista dos capítulos e seções. No sumário, o conteúdo é descrito por títulos e subtítulos, enquanto no resumo, que é uma síntese, o conteúdo é apresentado em forma de texto reduzido.

6.9 Texto

Parte do relatório em que o assunto é apresentado e desenvolvido. Conforme sua finalidade, o relatório é estruturado de maneira distinta.

O texto dos relatórios técnico-científicos contém as seguintes seções fundamentais:

a) introdução: parte em que o assunto é apresentado como um todo, sem detalhes.

b) desenvolvimento: parte mais extensa e visa a comunicar os resultados obtidos.

c) resultados e conclusões: consistem na recapitulação sintética dos resultados obtidos, ressaltando o alcance e as consequências do estudo.

d) recomendações: contêm as ações a serem adotadas, as modificações a serem feitas, os acréscimos ou supressões de etapas nas atividades.

6.10 Anexo (ou Apêndice)

É a matéria suplementar, tal como leis, questionários, estatísticas, que se acrescenta a um relatório como esclarecimento ou documentação, sem dele constituir parte essencial. Os anexos são enumerados com algarismos arábicos, seguidos do título.

Ex.: ANEXO 1 – FOTOGRAFIAS; ANEXO 2 - QUESTIONÁRIOS

A paginação dos anexos deve continuar a do texto. Sua localização é no final da obra.

6.11 Referências bibliográficas

São a relação das fontes bibliográficas utilizadas pelo autor. Todas as obras citadas no texto deverão obrigatoriamente figurar nas referências bibliográficas.

A padronização das referências é seguida de acordo com a NBR-6023/ago.1989 da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. Algumas pessoas, utilizam as normas americanas da APA - American Psychological Association, diferenciando-se uma da outra em alguns aspectos da estruturação.

6.12 Apresentação gráfica

Modo de organização física e visual de um trabalho, levando-se em consideração, entre outros aspectos, estrutura, formatos, uso de tipos e paginação.

6.13 Negrito, grifo ou itálico

São empregados para:

a) palavras e frases em língua estrangeira;

b) títulos de livros e periódicos;

c) expressões de referência como ver, vide;

d) letras ou palavras que mereçam destaque ou ênfase, quando não seja possível dar esse realce pela redação;

e) nomes de espécies em botânica, zoologia (nesse caso não se usa negrito);

f) os títulos de capítulos (nesse caso não se usa itálico).

6.14 Medidas de formatação do relatório

  • Margem superior: 2,5 cm
  • Margem inferior: 2,5 cm
  • Margem direita: 2,5 cm
  • Margem esquerda: 3,5 cm
  • Entre linhas (espaço): 1,5 cm
  • Tipo de letra: Times New Roman ou outro tipo de letra serifada(1)
  • Tamanho de fonte: 12
  • Formato de papel: A4 (210 X 297 mm)

7. CONCLUSÃO

Deixamos neste trabalho sugestões para procedimentos na apresentação de trabalhos técnico-científicos, principalmente o Relatório.

Entre os trabalhos publicados existentes na área, a divulgação deste roteiro ou manual, incorpora-se ao mundo eletrônico da Internet, o que vem possibilitar o acesso à consulta e até mesmo impressão de cópias, auxiliando aos iniciantes e veteranos pesquisadores, no aperfeiçoamento da padronização de seus relatórios, aproximando-se ao formato padrão exigido e aplicado na área de Metodologia da Pesquisa Científica.

De outra forma, encontramos dificuldade na apresentação padronizada dos documentos extraídos da Internet que necessitam de tratamento bibliográfico obedecendo aos padrões pré-estabelecidos, como os citados anteriormente, ABNT e APA.

Buscando facilitar, colocamos sites disponíveis na Internet que favorecem a organização das referências bibliográficas junto a cada tipo de documento indicado na pesquisa (principalmente os eletrônicos) e que não são indicados em manuais impressos.

Finalizando, pretendemos conforme as possibilidades, disponibilizar todas as fontes de informação para elaboração de trabalhos acadêmicos, em formato eletrônico pela Internet.

Sites para Citações e Referências de Documentos Eletrônicos:


(1) Serifada - letra que tem serifa . [s.f. - pequeno traço, ou às vezes, simples espaçamento, que remata, de um ou ambos os lados].


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

FRANÇA, J. L. et al. Manual para normalização de publicações técnico-científicas. 3.ed. rev. aum. Belo Horizonte : Ed. UFMG, 1996.

SANTOS, Gildenir C., SILVA, Arlete I. Pitarello da. Norma para referências bibliográficas : conceitos básicos : (NBR-6023/ABNT-1989). Campinas, SP: UNICAMP-FE, 1995.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. Normas para apresentação de trabalhos: teses, dissertações e trabalhos acadêmicos. 5.ed. Curitiba : Ed. UFPR, 1996.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:

LEITE, P. S. A prática de elaboração de relatórios. 3. ed. rev. Fortaleza : BNB: ETENE, 1990.