terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Pilares, vigas e lajes de concreto

http://casa.abril.com.br/materia/pilares-vigas-e-lajes-de-concreto

Grandes nomes da arquitetura moderna são adeptos desse sistema construtivo

Mas mesmo os defensores do material alertam sobre o risco de desperdícios

clip_image002

Concreto usinado lançado em formas de madeirite plastificado foi o principal recurso empregado na estrutura destas duas casas paulistas, que ficam num mesmo terreno. Os arquitetos André Vainer e Guilherme Paoliello também optaram por laje maciça com painéis treliçados modulados (Premenge). Para o fechamento das paredes usaram tijolos maciços e blocos cerâmicos. Cálculo estrutural da Ruy Bentes e Ibsen Puleo Uvo.

 

Não existe empreiteiro, mestre-de-obras ou pedreiro que desconheça a utilização do concreto como elemento estrutural. "Isso indica que há mais vantagens do que desvantagens nesse sistema", entende o engenheiro Carlos Holck, professor da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Entre as estruturas usadas para construir casas, certamente a de concreto - à vista ou recoberta pela alvenaria - é a mais difundida no Brasil desde o século passado. E essa familiaridade com o método construtivo, com certeza, é um dos motivos pelos quais muitos engenheiros e arquitetos admitem se sentirem mais confiantes quando o incluem em seus projetos. "O fato de o país ter uma grande quantidade de profissionais acostumados a tocar obras desse tipo é outra questão a ser considerada", assinala Holck.

A viabilização de projetos complexos e com curvas acentuadas também conta ponto a favor do método. "Só mesmo a estrutura de concreto permite essa versatilidade, uma vez que sua concepção possibilita o uso de formas com os mais variados desenhos", salienta o arquiteto Jair Valera, sócio há 20 anos do escritório carioca responsável pelas obras de Oscar Niemeyer. A má notícia é que "a desqualificação de alguns operários muitas vezes impede a correta racionalização do canteiro de obras, gerando desperdícios de materiais como madeira, cimento, brita, ferro e até água, que são a base da estrutura de concreto", aponta o engenheiro Paulo Helene, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. "Mas tais perdas e o conseqüente aumento de custos não estão atrelados a falhas no sistema, e sim à desorganização no decorrer do processo", avisa Helene. Ou seja, é perfeitamente possível ter uma obra bem planejada erguida com pilares, vigas e lajes de concreto.

clip_image004Vigas de aço e pilares e lajes de concreto aparente (impermeabilizado pela JFC Construções) sustentam esta construção (800m²), erguida em um terreno íngreme de São Paulo. O concreto usinado (Concrevit) foi bombeado da parte mais alta do terreno e despejado em formas de madeirite, sarrafo e papelão (Dimibu). A estrutura - inclusive a fundação - ficou pronta em cinco meses. Paredes de blocos de concreto celular da Siporex. Projeto da Vista Urbana Arquitetos Associados, que ganhou o II Prêmio Cauê de Arquitetura, da Camargo Correa Cimento. Cálculo estrutural: Stec do Brasil.

Quais são os tipos de estrutura de concreto?

- Concreto preparado na obra: as formas de madeira são montadas no local exato previsto para pilares, vigas e lajes e preenchidas com o material.

- Concreto usinado: a matéria-prima é entregue por uma empresa especializada e despejada nas formas já preparadas - também nos locais exatos.

- Placas pré-moldadas: a modalidade inclui formas alugadas, que podem ser de madeira, metal ou plástico. Os elementos estruturais são moldados no canteiro de obras, porém não no lugar de sua aplicação.

- Placas pré-fabricadas: quando pilares, vigas e lajes são feitos industrialmente e entregues nos canteiros.

clip_image006

Pertinho do mar de Itapuã em Salvador, esta obra pedia soluções que suportassem os efeitos da salinidade local. "Optei por concreto usinado, mas preferi deixar a estrutura embutida porque aparente ela exigiria cuidados específicos com a armação de ferro", explica o arquiteto baiano Neiton Dórea, que revestiu as paredes de blocos cerâmicos com massa sarrafeada. Cálculo estrutural: Engenheiro Clodoaldo Freitas.

Todas servem para construir casas?

Na opinião de Paulo Helene, as pré-moldadas e as pré-fabricadas não são muito indicadas para a construção de uma única casa. "O custo desses processos, que incluem uma produção em larga escala, costuma compensar só em obras de grande porte, como de edifícios ou conjuntos residenciais." Mas vale lembrar que cabe aos profissionais responsáveis decidir qual a modalidade ideal.

É possível fazer uma estrutura mista?

Sim. Mas são necessários cálculos estruturais mais específicos para que o peso da obra seja corretamente distribuído no esqueleto da construção. "Estruturas mistas, entretanto, não costumam ser econômicas, pois a compra de quantidades menores pressupõe menos poder de negociação", diz o arquiteto Ivanir Abreu, de São Paulo.

Quais os materiais mais indicados para o fechamento das paredes?

Blocos cerâmicos e de concreto são os mais empregados, mas, no caso de uma construção mais leve, é indicado usar bloco de concreto celular ou paredes de gesso.

A estrutura de concreto é mais cara ou mais barata que as demais?

A mão-de-obra especializada custa menos em relação à exigida pelo caso do aço e da madeira. Isso se explica pela vasta quantidade de profissionais disponíveis no mercado. O material que envolve a confecção da estrutura de concreto, de modo geral, também é mais barato que o aço e boa parte das madeiras nobres. Mas isso não significa que o sistema seja mais econômico. "Cada obra tem suas peculiaridades e por isso não é possível confrontar preços de diferentes técnicas", destaca o arquiteto Milton Braga, sócio do escritório paulista MMBB Arquitetos.

Como diminuir o desperdício?

O segredo é planejar os trabalhos no canteiro de obras. Formas de madeira empregadas na confecção de pilares, vigas e lajes, por exemplo, podem ser reaproveitadas em outras etapas. O uso de concreto usinado é uma boa alternativa para evitar perdas de materiais - muito comuns quando a mistura de areia, água e cimento é feita no canteiro. "Outra opção que diminui o risco de desperdícios e garante a qualidade do concreto é fazer a mistura in loco, porém respeitando as proporções estabelecidas por um laboratório especializado nesse tipo de análise", avalia Abreu.

A localização e a inclinação do terreno podem inviabilizar o sistema?

Terrenos muito íngremes geralmente complicam a execução das formas e dos elementos estruturais. "Os de difícil acesso podem até inviabilizar a chegada de caminhão e, portanto, impossibilitar que a matéria-prima seja descarregada no local exato da obra", salienta Abreu. Entretanto, não se pode afirmar que o método é inadequado para terrenos inclinados, por exemplo. "É preciso avaliar a situação existente", diz o arquiteto.

Quando deixar a estrutura aparente e quando escondê-la?

Embutir ou não a estrutura é uma opção estética. "Dependendo da dimensão e do conseqüente peso da obra, são exigidos vigas e pilares de espessuras maiores que as das paredes. Tudo isso precisa ser calculado antes da decisão ser tomada", aconselha Braga.

clip_image008

A estrutura desta casa (300m²) em Aldeia da Serra, nos arredores de São Paulo, levou apenas um mês para ficar em pé. Escoras metálicas (Mecam) e formas plásticas (Atex) chegaram prontas à obra para o lançamento do concreto usinado. Projeto de MMBB Arquitetos Associados e Ângelo Bucci. Cálculo estrutural: Ibsen Puleo Uvo.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Vigas e Lages de Concreto Armado

imageUniversidade Estadual Paulista

UNESP – Campus de Bauru/SP

Notas de Aula

Prof. Dr. Paulo Sérgio dos Santos Bastos

Material protegido – Não permite cópia

Dowload: http://wwwp.feb.unesp.br/pbastos/Sistemas%20Estruturais/Sistemas2.pdf

domingo, 25 de novembro de 2012

Vigas de Concreto

image

Apostila

Dimensionamento de vigas de concreto armado ao esforço cortante

Arquivo em PDF - Não permite cópia – material protegido, mas dá pra imprimir

 

Download: http://www.fec.unicamp.br/~almeida/ec802/Vigas/UNESP_Bauru/Cortante-04.pdf

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Teoria das Estruturas I

image

Universidade Federal de Alagoas
Centro de Tecnologia
Curso de Engenharia Civil

Prof. Flávio Barboza de Lima

Apresentações P. Point em PDF

Download: http://www.pet.ufal.br/petcivil/downloads/segundoano/TeoriaEstrut1_20091_aula09%20%5BModo%20de%20Compatibilidade%5D.pdf

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Manual de Pavimentação

image

Manual de Pavimentação

DNER – (hoje, DNIT)

Documento em PDF. Infelizmente não permite cópia (protegido). Pode já estar ultrapassado, mas deve conter informações importantes para pesquisa histórica.

 

Download: http://www.dtt.ufpr.br/Pavimentacao/Notas/ManualDePavimentacao.pdf

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

MANUAL DE RECUPERAÇÃO DE PAVIMENTOS RÍGIDOS

image

APRESENTAÇÃO

A elaboração do  Manual de Recuperação de Pavimentos Rígidos vem suprir uma lacuna bastante solicitada pela comunidade rodoviária nacional, no que tange  à documentação técnica voltada à pavimentação rígida.

Em  2004 editou o  DNIT uma documentação  normativa direcionada à reabilitação dos pavimentos rígidos, documentação esta resultante de procedimentos de revisão de normas técnicas integrantes do antigo Manual de Pavimentos Rígidos, abrangendo  as seguintes  normas técnicas: DNIT 060/2004-PRO - Pavimentos rígidos  – Inspeção visual  – Procedimento;  DNIT 061/2004-TER - Pavimentos rígidos – Defeitos – Terminologia; DNIT 062/2004-PRO - Pavimentos rígidos – Avaliação objetiva – Procedimento;  DNIT 063/2004-PRO - Pavimentos  rígidos  – Avaliação subjetiva  – Procedimento e  DNIT 067/2004-ES - Pavimentos rígidos – Reabilitação – Especificação de serviço.

Download: http://ipr.dnit.gov.br/manuais/manual_recuper_pavimentos_rigidos%20_publ_ipr_737.pdf

Administração da Construção

Imagem puramente ilustrativa (http://www.google.com.br)

 

Fonte: http://apostilas.netsaber.com.br/ver_apostila_c_1178.html

Módulo II - Noções sobre Bases de Dados para orçamentos

2º módulo do curso desenvolvido pelo eng. Pedro Antônio Badra sobre orçamento e planejamento de obras. O material inclui 6 planilhas de cálculo relacionadas ao assunto.

>>> Download <<<

Obs.: Arquivo possivelmente corrompido, favor reportar-se ao seu criador

--------------------------------------------

Módulo III - Noções sobre planilhas e quantidades

3º módulo do curso desenvolvido pelo eng. Pedro Antônio Badra sobre orçamento e planejamento de obras. O material inclui 4 planilhas de cálculo relacionadas ao assunto.

>>> Download <<<

-----------------------------------

Módulo IV - Noções sobre BDI

4º módulo do curso desenvolvido pelo eng. Pedro Antônio Badra sobre orçamento e planejamento de obras. O material inclui 2 planilhas de cálculo relacionadas ao assunto.

>>> Download <<<

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Administração da Construção

Imagem puramente ilustrativa (http://www.google.com.br)

Módulo I - Quantificação

1º módulo do curso desenvolvido pelo eng. Pedro Antônio Badra sobre orçamento e planejamento de obras. O material inclui 8 planilhas de cálculo relacionadas ao assunto.

Fonte: http://apostilas.netsaber.com.br

>>> Download <<<

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

terça-feira, 30 de outubro de 2012

ESTRUTURAS DE MADEIRA

image

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL

ESTRUTURAS DE MADEIRA  - Notas de aula

Prof. Francisco A. Romero Gesualdo

Download: http://usuarios.upf.br/~zacarias/Notas_de_Aula_Madeiras.pdf

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Apostila Manual estruturas metálicas

imageApostila Manual estruturas metálicas - Vigas mistas de aço e concreto
Aqui lhes deixamos o link de descarga da apostila
Servidor onde está alojado: Rapidshare

 

Download: Baixar 

ou

https://rapidshare.com/#!download|141p10|283077549|apostila-manual-estruturas-metalicas.rar|546|0|0

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Cada tinta em seu lugar

http://www.gazetadopovo.com.br/guiacasa/pintura/conteudo.phtml?id=1025593&tit=Cada-tinta-em-seu-lugar

image16/07/2010 | 00:13

Tinta acrílica é a mais usada em superfícies de alvenaria: facilidade de limpeza e baixo odor são as principais características

Na hora de comprar é preciso saber qual tipo de produto deve ser usado na superfície para ter boa cobertura e acabamento perfeito

A ampla variedade de tintas nas lojas pode ser desconcertante na hora de definir qual produto levar. Conhecer o uso de cada tipo de tinta é a única forma de fazer uma boa compra. “É importante que o consumidor entenda que utilizar a tinta correta evita problemas de reparo precoce na pintura e garante mais beleza ao ambiente”, diz o gerente de serviços ao mercado da Suvinil, Kleber Tammerik.

A engenheira química, membro da Associação Brasileira de Química (ABQ), Silvana Carvalho explica que a moderna tecnologia de tintas eliminou muitos riscos na escolha do produto adequado. “As fórmulas das tintas à base d’água, acrílicas ou esmaltes têm sido melhoradas para resistir à umidade e ao movimento das estruturas. Hoje, muitos produtos facilitam a remoção da sujeira e são tão duráveis quanto às tintas a óleo, que existem no mercado, mas são cada vez menos usadas”, comenta.

O supervisor de suporte técnico da Coral, William Silva, afirma que um importante fator na escolha de uma tinta, além da preferência pessoal pela cor, é o brilho. Independentemente do tipo de tinta que se escolher, a escala de brilho influenciará a aparência e a durabilidade. “Tintas de alto brilho são as mais duráveis porque contêm mais resina do que as semi brilhantes ou as foscas. Resina é um componente que endurece quando a tinta seca. Quanto mais resina, mais dura a superfície”, diz.

Principais

Fotos: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

image

 

As tintas para uso imobiliário diferem-se pelo tipo de solvente e resina utilizada. O gerente de assistência técnica da Sherwin Williams, José Humberto de Souza, lista como principais as tintas látex, PVA e acrílica, que têm bases diferentes. Uma usa acetato de polivinila (PVA) e outra resina acrílica, que é mais durável, fácil de limpar e pode ser usada em ambientes internos e externos. “As tintas acrílicas são as mais procuradas por serem versáteis e quase sem odor, porque usam água como solvente”, aponta. Há ainda os esmaltes sintéticos e à base d’água, além dos vernizes, resinas, tinta epóxi, massas para texturas decorativas e materiais como as massas corrida e acrílica – usadas para reparar imperfeições e deixar a superfície uniforme; o fundo preparador de paredes e o selador, úteis quando é necessário diminuir a porosidade de uma parede de alvenaria nova ou de uma superfície de gesso.

Do teto ao piso

Quem já pegou um rolo ou pincel e se arriscou a pintar o teto de casa sabe o quanto é desconfortável quando a tinta começa a pingar nas mãos e até no rosto. Pensando nisso, os fabricantes criaram tintas acrílicas com melhor cobertura e mínimo respingamento, próprios para esse tipo de área. “São tintas acrílicas, mas com uma combinação de resina diferente que diminui o pinga-pinga e colabora para o resultado final”, diz o técnico da marca Tintas Renner, Antonio Carlos de Oliveira.

Em casos de tetos em áreas molhadas também há tintas que resistem mais à umidade. “Há maior quantidade de fungicidas e algicidas, que evitam o crescimento de mofo, mas não acabam com fungos preexistentes. Então é preciso eliminar o mofo antes de pintar”, alerta Oliveira.

Os forros de madeira pedem esmaltes, à base de solvente ou água, ou vernizes. “Não é recomendado ter forro de madeira em áreas úmidas, mas se este for o caso, deve-se utilizar tinta ou verniz hidrorrepelentes e com fungicida reforçado. Os hidrorrepelentes não permitem que a água seja absorvida”, diz a promotora técnica da Lukscolor, Fernanda Nogueira.

Na parede, o mais comum é o uso de tintas acrílicas, que são bastante resistentes. Pode-se optar também por uma tinta PVA. “As possibilidades de criação são imensas, é possível fazer uma textura ou ainda ter um visual envelhecido, com o uso de resinas ou gel. A criatividade é quem manda na decoração das paredes internas”, aponta Fernanda.

Outro tipo de tinta comum na área interna é a feita a partir de resinas epoxídicas. A principal característica é a alta resistência à umidade e à ação de produtos químicos. “Serve especialmente para paredes e pisos de concreto, reboco, azulejo e metal. É uma tinta difícil de ser manuseada e exige um profissional que conheça bem o produto”, ressalta Antônio Carlos Oliveira, da Tintas Renner. Na área externa, ele indica tinta acrílica formulada para varandas e garagens, que tem alta resistência à abrasão e à circulação de pessoas e veículos. As resinas acrílicas podem ser usadas sobre pedras, cimento ou tijolo aparente.

Primeira impressão

A função estética da pintura de fachada é evidente, porém há ainda o quesito proteção. Alguns elementos expostos ao sol, chuva e poluição merecem cuidados quanto a pintura. As telhas, por exemplo, podem durar mais quando protegidas com tinta acrílica de uso específico. “A mistura de resinas especiais dessas tintas, forma um filme brilhante de alta rigidez e aderência, inibindo ou postergando a formação de limo e o escurecimento”, diz Oliveira. Pode-se optar ainda pelos esmaltes para cerâmica e a resina acrílica, um impermeabilizante incolor, que pode ser usado também em fachadas de tijolo à vista.

Para as paredes externas e muros de alvenaria também há diversos tipos de acabamentos. Se a opção for por uma pintura lisa, deve-se escolher tinta acrílica de boa qualidade (premium), que protege das intempéries. A vantagem do produto é a elasticidade para acompanhar os movimentos de dilatação e retração do concreto sob a ação da mudança de temperatura. “Isso evita possíveis infiltrações de água de fora para dentro”, afirma José Humberto de Souza, da Sherwin Williams.

Algumas marcas oferecem opções antipichação, que acompanham um removedor, e tintas hidrorrepelentes, que têm propriedades emborrachadas. “Qualquer que seja a opção, escolha os acabamentos semi brilho ou brilhante, que facilitam a limpeza”, diz Fernanda. O mesmo vale para os esmaltes usados em portas, janelas e portões, de metal ou madeira.

----------------------------------------

Acabamento:

A maioria das tintas - tem acabamentos que variam do fosco ao brilhante. Escolha o visual conforme a necessidade.

Fosco - É melhor quando a superfície não estiver totalmente lisa. Como não reflete tanto a luz, disfarça as imperfeições. O material é mais poroso e não aceita tanta lavagem. Não é recomendável em corredores e áreas sujeitas a atrito.

Acetinado - Indicado para interiores e fachadas, porque tem textura aveludada, sem chamar muita atenção.

Semibrilho e brilhante - O acabamento cria um filme mais resistente e que permite a remoção mais fácil da sujeira. São ideais para fachadas, superfícies ao ar livre e áreas de uso infantil. Quanto mais brilhante a tinta, mais difícil será a repintura.

Controle:

Qualidade do produto - Ao escolher a tinta é recomedável observar se o produto faz parte do Programa Setorial de Qualidade para Tintas Imobiliárias (PSQ), desenvolvido em uma parceria do Ministério das Cidades com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati). O programa define o padrão de qualidade do produto em três categorias: premium, standard e econômica. A indicação deve constar na embalagem de forma clara.

Em caso de dúvidas, pode-se con­sultar as marcas que estão em conformidade no site da Abrati: www.abrafati.com.br. Compare a durabilidade média das tintas de acordo com a classificação.

- Premium: durabilidade exterior de quatro anos e interior de cinco anos. Duas demãos da tinta costumam oferecer boa cobertura em alvenaria.

- Standard: custam aproximadamente 25% a menos do que as tintas de primeira linha e têm durabilidade média exterior de dois anos e interior de três anos. Necessitam de duas a três demãos.

- Econômica: são tintas até 50% mais baratas do que os produtos premium e apresentam durabilidade média de um ano em ambientes externos e dois nos internos. A principal diferença é a necessidade de usar até quatro demãos para ter boa cobertura.

Fonte: Associação Brasileira de Química (ABQ) e Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati).