Esse trabalho é interessante para pesquisas de profissionais e principalmente para estudantes de desenho técnico aplicado às engenharias. Vale a pena conferir.
Slides em PDF
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Apostila
Álgebra linear e cálculo vetorial
Álgebra linear é uma parte da Álgebra que, por sua vez é o ramo da Matemática que estuda vetores, espaços vetoriais, transformações lineares e sistemas de equações lineares e matrizes. Todos esses itens servem para um estudo detalhado de sistemas de equações lineares. A invenção da Álgebra Linear tem origem nos estudos de sistemas de equações lineares. Não obstante o fato de a Álgebra Linear ser um campo abstrato da Matemática, ela tem um grande número de aplicações dentro e fora da Matemática.
Espaços vetoriais são um tema central na matemática moderna; assim, a álgebra linear é largamente usada em álgebra abstrata e análise funcional. A álgebra linear também tem sua representação concreta em geometria analítica.
Download: http://www.ecivilnet.com/apostilas/files/algebra_apostila.zip
Blocos para AutoCAD – Mobiliário
Fonte: http://www.aditivocad.com/
Os blocos facilitam o trabalho em desenhos técnicos. Reunimos aqui um bloco de blocos que lhe podem ser úteis em seus trabalhos.
Siga os links para Download:
Poltrona de escritório: http://www.aditivocad.com/baixar-bloco.php?id=moveis_poltrona_escritorio&j=blk&l=in
Cadeiras: http://www.aditivocad.com/baixar-bloco.php?id=moveis_9cadeiras&j=jar&l=in
Cadeiras: http://www.aditivocad.com/baixar-bloco.php?id=moveis_3cadeiras&j=ac2&l=in
Poltronas: http://www.aditivocad.com/baixar-bloco.php?id=moveis_poltronas&j=ac2&l=in
Cama: http://www.aditivocad.com/baixar-bloco.php?id=moveis_camas&j=jar&l=in
Armários: http://www.aditivocad.com/baixar-bloco.php?id=moveis_armarios&j=jar&l=in
Decoração: http://www.aditivocad.com/baixar-bloco.php?id=moveis_decorativos&j=jar&l=in
Sala: http://www.aditivocad.com/baixar-bloco.php?id=moveis_decorasala&j=blk&l=in
Sofás: http://www.aditivocad.com/baixar-bloco.php?id=moveis_sofas&j=ac2&l=in
Tapetes: http://www.aditivocad.com/baixar-bloco.php?id=moveis_tapetes&j=jar&l=in
Mobiliário http://www.aditivocad.com/baixar-bloco.php?id=moveis_mobiliario&j=blk&l=in
Apostila
Descrição: Veja nesta apostila em PDF como fazer o detalhamento executivo de um projeto arquitetônico de interiores.
Este conteúdo inicia com informações teóricas para a elaboração de um projeto executivo de arquitetura, especificamente para projetos de interiores.
São abordados tópicos como a compatibilização do projeto de arquitetônico com os demais complementares, tais como o projeto estrutural, hidro-sanitário, Prevenção a incêndio, ar condicionado, elétrico/telefônico e outros.
Após as informações referente a compatibilização, são passadas orientações direcionadas a elaboração das plantas (alvenarias, piso, teto, elevações e cortes).
A apostila não se limita a informações de texto, pois 21 das 38 páginas são ilustrações e exemplos de detalhamento de interiores. São detalhes e esquemas que vão desde componentes como portas e janelas até abrangência de ambientes, esquemas de luminotécnico e outros.
Download no link abaixo:
Desenho de Projetos de Edificações
Desenho Técnico II
O presente trabalho pode auxiliar alunos e profissionais, como mais uma fonte de alternativa de pesquisa.
Download no link abaixo:
http://www.ufrgs.br/destec/donwloads/Desenho%20de%20Projetos%20de%20Edifica%E7%F5es.pdf
Caros companheiros
Reunir todo material de estudo em um só lugar é bastante complicado, pois nem sempre dispomos de tudo que precisamos em nossos arquivos.
A partir dessa data, vamos dar uma sacudida no pó, reformular o nosso blog que disporá alguns arquivos para quem quiser baixar, indicando os links ou entregando-os pelo e-mail abaixo.
Nota: Para Engenheiros, Tecnólogos ou Técnicos de Segurança do Trabalho, iniciei as atividades de um novo blog que poderá ser interessante fonte de pesquisa: DISCUTINDO SEGURANÇA DO TRABALHO, no endereço: http://discsegtrab.blogspot.com/
Abaixo, indicamos a Apostila de Elevadores de Obra, preparada pelos alunos do Curso de Engenharia de Produção Civil da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, material indispensável para quem trabalha na construção civil.
Para download, clique no link:
http://pessoal.utfpr.edu.br/adalberto/arquivos/Apostila%20Elevadores.doc
CREA e SENGE
Como se não bastasse o aumento da anuidade do CREA, agora vem o sindicato querendo impor o pagamento alegando o amparo da lei, precisamente os Arts. 579 a 607 da CLT, conforme mostrado no folder abaixo.
Interessante observar que essa gente só se interessa em arrecadar. Não pergunta se os seus direitos estão sendo respeitados, nunca dá uma palavra em favor dos descamisados do sistema CONFEA/CREA. Você é obrigado a pagar, mesmo que seja por uma assistência inexistente, pois, este não dispensa e até DESEJA ARDENTEMENTE O NOSSO SUADO DINHEIRINHO.
Esquecem eles, ou pelo menos fingem que não sabem que o Art 5º. da Constituição Federal em seu inciso XX, diz o seguinte:
“Art 5º. (...):
XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;”.
Nenhuma lei está acima da CF, portanto, associa-se e permanece associado quem quer.
Ter infelicidade de haver feito um curso de curta duração, mesmo que seja de nível superior e de acordo com todos os parâmetros exigidos pela legislação vigente no País, receber o tratamento que nos é dispensado pelos Conselhos de Classe que é o mais aviltante possível, pois, nos divisam como se fôssemos marginais, operando na ilegalidade, é aquilo que não se deve desejar ao pior inimigo.
Enquanto não nos unirmos na busca de uma solução decisiva, na criação de um Conselho de Tecnologia que açambarque todas as variantes tecnológicas, por exemplo, teremos que continuar pagando sem ter direito a nada, posto que os Conselhos nos descartam, mas, não dispensam a nossa anuidade e nem tampouco diminuem o valor cobrado que no nosso caso, por ironia, é igual aos demais profissionais, a dos chamados “engenheiros plenos” que são escudados pelas barreiras indestrutíveis dos próceres das categorias e do próprio sistema que os assiste.
O e-mail abaixo transcrito ilustra bem as minhas ponderações sobre o assunto.
Antromsil
Re: (Nacional Tecnólogos) -Valorização Profissional - TECG
Olá Pessoal.
Gostaria de comentar os problemas que estou tendo com o CREA SP, para ter reconhecido o meu curso de Pós-gradação em Gerência de Manutenção, concluído em 2007. Sou formado em tecnologia elétrica pela Universidade Mackenzie e cursei Pós-graduação em Gerência de Manutenção na FEI – SP.
Ao me formar, dei entrada no CREA, no pedido de registro do curso de especialização, e acréscimos das atribuições, conforme diz Resolução 1010. Na primeira tentativa, me foi negado alegando que o curso não justificava. Apenas registraram no Conselho que eu havia feito o curso o que na prática não tem qualquer valor. Chegaram a me informar que não era com um curso de especialização que eu iria me tornar engenheiro. Reclamei à ouvidoria do CREA e a resposta foi surpreendente: insinuaram que eu deveria ter escolhido uma faculdade melhor. Ora, cursei uma Escola de primeira linha, a FEI, um curso caríssimo na época, quase mil reais por mês e, para ser aceito no curso, tive que passar por uma seleção que incluía cópia de todos os certificados anteriores e análise de currículo. Dei novamente entrada no CREA de um novo pedido de inclusão do curso, atribuições e título e estou aguardando até agora um retorno do mesmo. Solicitei ajuda do sindicato dos Tecnólogos de São Paulo, más até agora pouco puderam fazer. Resumindo: cinco anos depois ainda não posso aplicar o que aprendi no curso, sob pena de estar exercendo ilegalmente a profissão.
Cursei também licenciatura para cursos técnicos, que também não foi reconhecido pelo CREA.
Que sirva de alerta para todos os Tecnólogos: o CREA não aceita que Tecnólogo faça pós-graduação.
Um abraço a todos.
Rodrigues.
Caros colegas
O conteúdo dos e-mails que recebi de alguns contatos meus, demonstra bem a dimensão do problema, do desprezo e aviltamento de que somos vítimas por parte do sistema CONFEA/CREA, que nos trata como se estivéssemos à margem da Lei e não fôssemos capazes.
Entretanto, a nossa anuidade é bem recebida e não é diferente da dos demais profissionais em valor monetário. Todo trabalho que solicita uma ART tem o mesmo valor cobrado destes. Pela lógica, deveríamos ter o mesmo tratamento.
antromsil
Nota: Quanto eu fazia parte da lista dos tecnólogos coloquei que o problema estava no nome e não na formação, pelos conservadores, fui duramente criticada, mas, a verdade mais cedo um mais tarde aparece.
Em 11 de fevereiro de 2012 11:02,
Roberta Baptista Rodrigues <roberta@rbrecursoshidricos.com> escreveu:
Colegas:
Vejam mensagem abaixo. Pergunta: E os tecnólogos?
Roberta
Mercado demanda mais engenheiros
“Há uma escassez de mão de obra qualificada nas engenharias, devido ao pequeno número de profissionais formados nos últimos anos no País”. A afirmação é de James Pessoa, presidente da Vale Soluções em Energia (VSE), um dos convidados do workshop a ser realizado nesta sexta, 10/2, na sede da FINEP, no Rio. Este é o primeiro de uma série de encontros que a FINEP pretende promover com o objetivo de elaborar propostas para um programa de governo voltado para o setor de engenharia de projeto no País.
Segundo Pessoa, esta situação está prejudicando as empresas menores, que não teriam condições de pagar os salários extremamente altos dos profissionais que estão no mercado. O problema também se reflete nos custos finais dos bens, produtos e serviços praticados, e “medidas urgentes são necessárias agora, para que não se configure uma crise”, acrescenta Pessoa.
O Presidente da VSE entende que uma possível solução para amenizar o problema seria a importação seletiva de profissionais estrangeiros qualificados. “Isso sem falar da necessidade de aumentar a disponibilidade de bons cursos no Brasil”, afirma Pessoa.
No caso específico da engenharia de projeto, Pessoa imagina o seguinte cenário para torná-la mais competitiva e bem capacitada: formação de engenheiros em três anos; cursos mais específicos para energia, óleo e gás, sistemas industriais e outras demandas críticas para o País; programas de especialização in-house para atendimento de demandas de cada grande empresa – como é feito na VSE; mestrados profissionalizantes ou cursos de especialização para pools de engenheiros de empresas menores, patrocinados por elas; aumento da atração do curso de engenharia para candidatos de vestibulares e ENEM.
Outro convidado confirmado para o workshop, Nival Nunes de Almeida, presidente da Associação Brasileira de Educação de Engenharia (ABENGE), afirma que há uma crise na formação de engenheiros no Brasil. Segundo dados fornecidos pelo Observatório da Educação da UFJF, apoiado pela ABENGE, em 1996 havia cerca de 170 instituições que ofereciam cursos de engenharia; hoje, são quase 600, sendo que 70% das vagas estão no setor privado. Mesmo assim, segundo Almeida, haveria indícios de que a expansão dos cursos de engenharia nos últimos 15 anos se deu mais quantitativa do que qualitativamente, face aos resultados alcançados no ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes).
“Precisamos de mais engenheiros qualificados para instalar, gerir e manter plantas e equipamentos, devido ao crescimento econômico do Brasil, especialmente no que se refere à infraestrutura”, ressalta Almeida. “Avançamos na produção científica, mas não tivemos o mesmo avanço de novas tecnologias no País”, afirma o presidente da ABENGE. A chave para resolver a questão, segundo ele, seria investir pesadamente em educação, em tecnologia, e na formação em engenharia com qualidade. "Além disso, várias demandas têm de ser encaradas, como a mudança de foco nos cursos e a implementação do estudo de metodologias de projetos”, afirma Almeida.
O objetivo da iniciativa da FINEP, realizada em parceria com o BNDES e a ABDI, é criar meios para tornar a engenharia de projeto brasileira mais competitiva, capacitar as empresas, incrementar a demanda por serviços, assegurar que os projetos sejam concebidos para as condições brasileiras, e garantir a demanda por bens de conteúdo tecnológico da indústria nacional.
Já confirmaram presença representantes da Vale Soluções em Energia, ABENGE, Braskem, Embraer, Petrobras, COPPE, ABCE , SINAVAL , CAPES, CNPq, entre outros.
(7/2/2012)
Em 21 de janeiro de 2012 15:41,
Ramiro Ferreira <miroferreiras@hotmail.com> escreveu:
Prezado,
“a muito tempo que decidi me afastar do grupo da ANT, pois é notavel a afinidade entre a direção da ANT e o Confea, com membros da ANT que trabalham no CONFEA e tals, é notavel também que das vezes que tentei abrir criticas ao confea fui severamente punido e até expulso do grupo da ANT, e isso se refletiu no meu sindicato, que também fui afastado, devido a relação da presidência com a ANT, uma parceiria muito forte entre as instituições que só me deixa com a pulga atrás da orelha, como não sou trouxa e tenho uma vida e necessidades decidi deixar de lenga lenga com essa gente e correr atrás do meu prejuízo, já vi que pra mudar a realidade dos tecnólogos temos antes que limpar as bases dos maus exemplos de tecnólogos, como isso é muito complicado e digo impossível de se fazer sozinho, prefiro evitar o meu desgaste. Também estou fazendo engenharia.
Infelizmente pra mudar a realidade do tecnólogo no Brasil, temos que mudar a cabeça de muita gente principalmente dos tecnólogos.
Um abraço a todos e boa sorte.
Sds”
Ramiro Ferreira dos Santos
Tecnólogo em Saneamento Ambiental/IFS
Graduando em Eng. Ambiental
Pós Graduando em Gestão Ambiental/Pio X
Auditor Interno da Qualidade ISO9001:2000
E-mail(s): miroferreiras@hotmail.com
Telefone Celular: (79) 8847-5034
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Envio agora a todos, pois o moderador do grupo de e-mails da ANT "filtra" de modo duvidoso.
Estou me desligando deste grupo.
Abaixo e-mail que já tentei enviar várias vezes (inclusive diminuindo anexo e tudo mais) que "estranhamente" nunca chegou ao grupo.
Caso queiram me responder, favor fazer através deste e-mail (não quero falar sobre ANT).
Abraços!
From: tiagoja@hotmail.com
To: nacional_tecnologos@googlegroups.com
Subject: Valorização Profissional
Date: Thu, 12 Jan 2012 02:51:29 +0000
Em anexo, "cartinha" que recebi do CONFEA (Conselho FEDERAL de Engenharia e Agronomia) por ser registrado no CREA-SC.
...é sobre um CENSO para valorizar os TECNÓLOGOS.
Logo no início, pode-se reparar que o Conselho FEDERAL desconhece que cursos de tecnologia são de nível superior ...mas esse ano já recebi uma conta de R$350,00 de anuidade do CREA por ser nível superior.... "estes" que cobram tal quantia, insistem em me deixar sem atribuições compatíveis com minha formação.
Outra coisa, acho que o que a PETROBRAS faz é apenas "calar a boca" dos tecnólogos. Não quero menosprezar nenhuma área da tecnologia, mas vejo que a PETROBRAS, uma empresa que trabalha diretamente com engenharia, abre vagas apenas para tecnólogos para cargos administrativos e/ou TI... claro que parte da TI pode ser compreendida como engenharia (não me entendam mal) ... meu ponto é que vetam os tecnólogos de mecânica, automação, mecatrônica, eletrotécnica, petróleo e gás, etc..
Resumindo, nunca vi essa abertura de vagas para tecnólogos, como uma vitória para a classe. Parece quase como "cotas" para tecnólogos.
Por favor, não me entendam mal, não estou desmerecendo ADM ou TI; apenas enfatizo que tecgs da engenharia continuam sem celebrar tal vitória.
Tiago José Ávila
Pós-graduado em Desenvolvimento de Produtos Eletrônicos (IF-SC)
Graduado em Tecnologia em Automação Industrial (CTAI-Senai)
Graduando em Engenharia de Produção (Uniasselvi)
PS: faço engenharia pois tenho 30 anos e não posso esperar ter mais de 40 para que seja valorizado profissionalmente como um Tecg. Pensem nisso!
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Resolução 1010 começará 2012 com novidades
Brasília, 19 de setembro de 2011.
Está pronto o software capaz de, em poucos segundos, conferir documentos e identificar as atividades profissionais que poderão ser exercidas pelos que entraram na faculdade a partir de 2007 e se formam nas profissões registradas no Sistema Confea/Crea.
O programa, que começa a ser testado nas próximas semanas, vai modificar a rotina dos Creas, responsáveis pela análise da documentação que leva à concessão de atribuições e ao Registro Profissional.
Fruto da Resolução 1010, do Confea, que trata da atribuição de títulos profissionais, o software contem informações sobre cada uma das mais de 100 disciplinas que podem compor um dos 370 cursos relacionados ao sistema profissional.
Além de rápido, o software põe fim às diferenças entre as concessões emitidas, padronizando o documento que começa 2012 com novidades.
“Hoje essa análise é feita com base em critérios técnicos e depende de quem analisa. A vantagem da informática aqui é que permite a padronização e independente do Crea para o qual o formando se dirigir, terá a mesma resposta”, afirma o conselheiro federal Roberto Costa e Silva, coordenador da Comissão de Educação e Atribuição Profissional, do Confea.
Para ele, a Resolução criada em 2005 e que vigora desde 2007, é considerada “inovadora” por todos os segmentos envolvidos na sua formulação e será ao mesmo tempo “o diferencial e o referencial para o Sistema Educacional e para o mercado de trabalho, voltados para a área tecnológica”.
Costa e Silva adianta que alguns países do Mercosul já se interessam por conhecer a Resolução e adaptá-la a realidade de seus países, assim como o Ministério da Educação “que já convidou o Confea para uma apresentação no âmbito do MEC e posterior apresentação no Conselho de Reitores”.
Novo horizonte - Se já representa um avanço por permitir que se acrescente atribuições em áreas correlatas, a Resolução 1010 começará 2012 já com adaptações – outra característica do documento que permite atualizações – .
Segundo o conselheiro, a nova versão, que deverá recolher contribuições de todo o país durante 90 dias a partir de outubro, permitirá que o profissional possa estudar disciplinas de outras áreas diferentes da sua de graduação e receber as concessões relativas às atividades para as quais se preparou.
Ele dá um exemplo prático: “um engenheiro agrônomo pode fazer determinadas disciplinas de Engenharia Química e receber as competências daquilo que estudou. Ele será sempre um agrônomo por formação com competência nas matérias estudas em Química”.
A mudança atende a uma das principais reclamações dos profissionais que a partir de 2012 não terão apenas competências adquiridas dentro de um só grupo, mas de qualquer área desde que se prepare para isso.
Costa e Silva acredita que a Resolução - o que raramente acontece com as leis e normas – “está adianta do seu tempo”. Segundo ele, a tendência moderna da universidade é formar Engenheiros e não mais Engenheiros Mecânicos, Civis ou Eletrônico.
“Dentro de dois anos, mais ou menos, vão aparecer no mercado os novos Engenheiros. Eles terão um perfil multifacetado por ter estudado cadeiras de elétrica, civil, agronomia, química, florestal, etc. E deixarão de estar presos às disciplinas de uma única especialidade.
Segundo o conselheiro federal, que é representante do Crea-BA no Plenário do Confea, essa é uma realidade gerada a partir da Lei de Diretrizes de Base da Educação, que extinguiu os currículos mínimos, e que se revela atualíssima e adequada ao mundo moderno e às necessidades do mercado de trabalho.
Leque de oportunidades - José Geraldo Barachuy, engenheiro agrônomo e professor da Universidade Federal de Campina Grande (PB), acredita que a Resolução 1010 muda a ideia do ensino brasileiro e abre um leque de novas oportunidades para os profissionais.
“Antes só a graduação permitia ter atribuição, hoje com a Resolução 1010, é possível adquirir atribuições nos níveis de mestrado e doutorado, sem dúvida, um grande avanço. A bandeira do momento é competência e a Resolução abre caminhos para quem quiser aumentar as suas”.
Na opinião do professor Sérgio Kóide, do Departamento de Engenharia da Universidade de Brasília, “O Confea foi dos poucos que respondeu as demandas originadas pela LDB. Muitas das outras profissões ainda não se estruturaram de forma organizada”, afirma.
Luis Eduardo Quitério, técnico mecânico, professor da Unicamp nessa área, e conselheiro federal, diz que a Resolução 1010, para os técnicos, tem dois enfoques, o educacional e o profissional.
“Hoje o técnico tem atribuições garantidas por decreto. Ele estuda e sai com título e atribuições pré-definidas. Mas com o correr dos anos, com a disputa do mercado, existe uma pressão por parte das engenharias correspondentes em determinar os limites para a atuação dos técnicos. E o decreto não impõem limites. Essa é a grande disputa, existem entendimentos jurídicos, alguns inclusive conflitantes, que tratam do tema. Mas a maioria garante a aplicação do decreto.
“Quero salientar que temos o decreto que regulamenta nossas atividades profissionais e a discussão é saber se vamos trocar a segurança de uma lei para nos enquadrar numa resolução que pode ser mudada a qualquer momento. Essa é a questão a ser respondida pelos técnicos”.
Alceu Molina Jr, superintendente de Integração do Sistema, lembra que o Confea tem trabalhado para tornar mais eficaz a Resolução 1010. “Nosso trabalho é esse, garantir a operacionalidade e aplicação da 1010 seja em nível superior – os chamados cursos plenos e tecnólogos – ou médio – técnicos”.
Ele explica que o software funciona com base nas informações técnicas sobre cada modalidade profissional descrita na Resolução e que “seu conteúdo pode sofrer constantes atualizações, até mesmo em função da liberdade das faculdades criarem novos cursos ou mesmo alterar disciplinas dos já existentes”, tarefa a ser desenvolvida pelos coordenadores nacionais de Câmaras Especializadas”.
Molina informa ainda, que após os testes a serem feitos com os coordenadores nacionais de Câmaras Especializadas, num encontro que acontece nessa semana na sede do Confea, em Brasília, a CEAP deve levar a matéria para análise do plenário.
Maria Helena de Carvalho
Assessoria de Comunicação do Confea
Confea discute com MEC aumento do número de engenheiros no Brasil
Brasília, 9 de fevereiro de 2011
Na tarde desta terça-feira (9/2), o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, acompanhado do vice-presidente, Pedro Lopes, visitou o Ministério da Educação, com objetivo de convidar o ministro Fernando Haddad para ser um dos palestrantes no 6º Encontro de Lideranças do Sistema Confea/Crea, sobre perspectivas do ensino brasileiro. Também receberam o convite pessoalmente de Túlio de Melo na terça-feira os presidentes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), respectivamente Jorge Almeida Guimarães e Glaucius Oliva.
Nas três reuniões, Túlio de Melo explicou sobre o censo que o Confea pretende realizar em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) para mapear todos os engenheiros do Brasil e quais atuam na área e quais não (leia aqui). A ideia é, a partir do diagnóstico traçado, desenvolver um programa de atualização profissional, com intuito de atrair engenheiros que não estão em atuação de volta ao mercado. “Precisamos desses engenheiros para atender a demanda de desenvolvimento do país”, explicou. Segundo o presidente, cerca de 1/3 do total de engenheiros formados no país atuam na área. Para o presidente do Confea, esta é uma solução de médio prazo, para atender as demandas mais urgentes, enquanto também se investe no aumento do número de engenheiros formados por ano, medida que só dará resultado em, no mínimo, cinco anos (tempo da formação).
Fernando Haddad, ministro da Educação, sugeriu que o programa de atualização profissional fosse um mestrado profissional fomentado pela Capes, com grade curricular específica que abranja conteúdos necessários para atender as demandas do mercado brasileiro atual. “Um dos problemas da falta de profissionais no Brasil é que estamos com muita demanda de engenheiros estrangeiros pedindo registro para atuar no país, enquanto este é o momento de recuperar a engenharia brasileira”, explicou Túlio de Melo. “Nós até topamos discutir a viabilidade de abrir um pouco o mercado para estrangeiros, mas tem que haver reciprocidade para o profissional brasileiro que quiser atuar no exterior também”.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, manifestou apoio à proposta de Túlio de Melo de tentar recuperar profissionais que não atuam mais na área. “Quando esse mapeamento estiver feito, a gente pode convidar as universidades federais e montar uma parceria para o curso de atualização profissional”, disse.
Já o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, acredita que a saída é aumentar o número de engenheiros formados. “Buscar profissionais atuantes em outras áreas e convencê-los de voltar para a Engenharia não vai sanar o problema”, acredita. “Se o mercado capital não melhorar, não há pré-sal que atraia engenheiro fora da área”. Para ele, o problema de escassez de profissionais no país é apenas quantitativa. “A qualidade do ensino é muito boa, mas a quantidade de alunos é pouca. Temos uma demanda de pós-graduação de engenheiros de apenas 11%”. Na opinião do presidente da Capes, o mau tem que ser cortado pela raiz, ou seja, incentivar o aprendizado da matemática e matérias exatas em crianças. “Os estudantes não fazem vestibular por causa de física, química, matemática. Se resolvermos isso, sana-se grande parte do problema”. De qualquer forma, Almeida Guimarães manifestou apoio à proposta do Confea. “Tudo o que é bom é válido. Temos que fazer tudo paralelamente, atacar em leque”, concluiu.
O presidente do CNPq, Glaucius Oliva, também tem ideias de projetos para a valorização da Engenharia na sociedade brasileira. “Por um tempo a Engenharia ficou dirimida da visão estratégica, mas agora estão vendo que ela é essencial”, disse. Uma das ideias citadas por Oliva foi conceder bolsa a estudantes de Engenharia e disponibilizá-lo para monitorar dois estudantes do Ensino Médio, “para que influencie estes a fazerem Engenharia também”. Glaucius Oliva citou diversas sugestões nesse sentido e apoiou a proposta de Túlio de Melo. “Várias ações têm que acontecer. Não é uma só que vai resolver o problema. São muitas ideias. Temos que deixá-las fluir e somar forças para concretizá-las.”, disse. “Temos que fazer uma campanha de atração de talentos. A maior riqueza são os cérebros” concluiu o presidente do CNPq.
Nas reuniões com os presidentes da Capes e do CNPq também participaram a conselheira federal Maria Luiza Poci Pinto e o chefe de gabinete do Confea Silvio Ramos.
Beatriz Leal
Assessoria de Comunicação do Confea